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Prefeito propõe reajuste de 8,32% à professores

03/02/2014 07h40

Sérgio Barbosa propõe reajuste de 8,32% à professores

Agazetanews

Em reunião realizada na semana que passou com a categoria, o prefeito, Sérgio Diozébio Barbosa (PMDB), fez a proposta de aplicação de um reajuste na ordem de 8,32% para os professores e trabalhadores da educação, em Amambai.

Na reunião, que aconteceu na sede do SIMTED (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), o prefeito fez uma explanação sobre o impacto do reajuste, que elevará a folha de pagamento do município ao limite extremo do permitido pela legislação em vigor.

Segundo o prefeito, a explanação técnica detalhada realizada pela administração municipal durante a reunião, que contou com a presença, além de diretores do Sindicato, de grande parte dos educadores que atuam na rede municipal de ensino local, foi bem aceita pelos presentes.

De acordo com o prefeito, a categoria deverá se reunir em assembléia nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, para analisar a proposta de reajuste apresentada pela administração municipal.

As aulas na rede municipal de ensino em Amambai estão prevista para iniciar nesta quarta-feira, 5 de fevereiro e, caso não tivesse um diálogo com proposta de reajuste, a categoria apontava inclusive para indicativo de greve no município, em Amambai.

Prefeitos defendem mudanças

Boa parte dos prefeitos do Brasil defendem uma mudança, com a retirada da folha dos educadores, que é a mais onerosa de uma administração devido ao elevado número de profissionais, do percentual limite de gastos com pagamento de pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

O prefeito de Amambai, Sérgio Barbosa, que é contador, defende que pelo menos os educadores pagos com recurso do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) deveria ser desvinculado da folha de pagamento do Poder Executivo.

A Prefeitura de Amambai, por exemplo, que já tem uma folha atingindo o limite máximo de gasto com pessoal devido ao grande número de funcionários concursados empossados em seus respectivos cargos, vai enfrentar um grande problema nos próximos meses com a conclusão de dois centros de educação infantil.

Para colocar os CEIs em funcionamento a Prefeitura Municipal local terá que contratar professores, monitores e funcionários administrativos, mas com o quadro atual, com toda a folha da educação incluída no índice limite de 54% da receita de gasto com pessoal, o Poder Executivo local poderá ser impedido de realizar tais contratações.

Prefeito propõe reajuste de 8,32% à professores