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Prefeito viaja e deixa “pepinos” da saúde para vice

04/07/2014 13h10

Existe problemas também na área da educação.

Douradosnews

De posse da prefeitura de Dourados por dez dias, o vice-prefeito Odilon Azambuja (PMDB) terá de encarar pela frente nessa pequena temporada como responsável por comandar a administração da cidade, duas paralisações anunciadas: a dos servidores da saúde e da educação municipal.

A primeira categoria promete parar no dia 10 e a segunda – inclusive com indicativo de greve aprovado – a partir do dia 15, data que seria de retorno dos alunos da rede municipal às aulas, no pós-férias. Os sindicatos criticaram as indefinições com relação a reajuste salarial entre outras reivindicações e apontaram esses como os principais motivos para a mobilização.

Para Odilon, que conversou com o Dourados News sobre o assunto logo após tomar a ‘posse oficial’, em cerimônia realizada na manhã desta sexta-feira na Câmara Municipal, as conversas que já vinham sendo conduzidas por Murilo até o momento seguirão.

No entanto, o vice-prefeito que agora está no comando da cidade, admitiu que o assunto não deve ser resolvido por ele e sim pelo prefeito que passa férias nos Estados Unidos.

“A linha de conduta é exatamente a mesma. Quem comanda a administração municipal é o Murilo. Nós vamos dar continuidade ao que vem sendo feito. Como ele tem dito com frequência, o diálogo tem sido aberto, a prefeitura tem trabalhado nisso abertamente. Eu participei de algumas reuniões e no mesmo sentido nós vamos continuar, se tivemos a oportunidade faremos as negociações junto com eles. Mas, logicamente, a palavra final será do prefeito e em alguns dias ele estará aqui para fechar essa questão. É uma interinidade e nós temos consciência disso”, disse Odilon.

AS MANIFESTAÇÕES

Na terça-feira (1º), o Conselho Municipal de Saúde divulgou nota afirmando que os trabalhadores da área decidiram parar por um dia. Já os educadores, aprovaram indicativo de greve à partir do dia 15.

Na saúde, a medida tem como alvo protestar contra os cortes no setor. Segundo uma carta manifesto divulgada pela entidade, são reivindicados o reajuste do piso salarial dos servidores públicos municipais, que, segundo eles, não aconteceu até a presente data.

“Além do mais a categoria vem sendo prejudicada ainda com “cortes na saúde”, ocorrendo rotineiramente, afetando diretamente os trabalhadores em saúde, prejudicando de certa forma, também a população em geral que depende dos serviços do SUS”, diz a carta.

Por fim, eles alegam a possibilidade do indicativo de greve, ‘e, se necessário for ainda, buscar o cumprimento a lei em comento junto ao Poder Judiciário em todas as suas instâncias, inclusive na Trabalhista’.

Já o Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) de Dourados promete que os educadores não retornarão às salas de aula das escolas do município, alegando falta de cumprimento de acordo durante as negociações salariais e outros quesitos.

A mobilização se deu, conforme informado pelo sindicato, por conta da sinalização da Semed (Secretaria Municipal de Educação) sobre a dificuldade de efetivar o reajuste salarial estabelecido em acordo realizado entre as partes em abril, que estabelecia 8,32% no salário base do servidor do magistério seguindo o piso nacional, e em dezembro deste ano uma incorporação de 20% do adicional de incentivo.

Além das reivindicações pelo reajuste salarial e também pela implantação do piso de 20 horas, o Simted apontou como prioridades o cumprimento do prazo estabelecido junto a PGM (Procuradoria Geral do Município) para inclusão do servidor administrativo; reajuste imediato do valor do Piso Nacional 8,32% e 6,15% do administrativo; posicionamento contrário a terceirização de trabalhadores na educação; e definição da proposta relativa a Lei de Responsabilidade Fiscal até o final de maio.