Presidente Emmanoel Rondon apresentou resultados nesta quinta-feira (23), após plano de reestruturação da empresa.
Os Correios tiveram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões no ano de 2025, conforme balanço apresentado nesta quinta-feira (23) em Brasília, cinco meses após a aprovação do plano de reestruturação da estatal. O valor é maior do que o triplo registrado em 2024, ano encerrado com déficit de R$ 2,6 bilhões.
A receita total do ano somou R$ 17,3 bilhões, queda de 11% em comparação com 2024. Já o patrimônio líquido encerrou o período em R$ 13,1 bilhões negativos.
Segundo o presidente da empresa, Emmanoel Rondon, R$ 6,4 bilhões do prejuízo vieram de despesas com processos judiciais. O valor engloba ações trabalhistas, especificamente sobre os adicionais de periculosidade e atividade de distribuição e coleta externa.
Economia e projeções
No PDV (Programa de Demissão Voluntária), a estatal projetava 10 mil desligamentos, mas registrou apenas 3.756. As saídas geraram uma economia de R$ 147 milhões em 2025, com projeção de economizar R$ 775 milhões em 2026.
O presidente dos Correios, no entanto, ressaltou o impacto financeiro positivo, principalmente porque o salário dos que aderiram ao programa é mais alto do que o projetado.
“O PDV foi um sucesso, gerou um desligamento robusto, uma economia substancial para a companhia. Agora a gente está finalizando as estimativas para enxergar no âmbito de 2027 (que é o que está projetado no plano), para enxergar quais ações adicionais que a gente pode adotar”, afirmou Rondon.
Além do PDV, o plano de reestruturação — desenvolvido em meio à crise financeira enfrentada pela empresa — incluía a venda de imóveis ociosos e ajustes em benefícios e na estrutura de pessoal.
Fonte: R7

