26 C
Ponta Porã
segunda-feira, 19 de outubro, 2026

Preocupado com fronteira, governador critica União por cortar verba da PRF

06/07/2017 13h30

Paralisação é vista como absurda por Azambuja

Midiamax

Preocupado com a falta de policialmente na fronteira de Mato Grosso do Sul, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) garantiu nesta quinta-feira (6) que vai pressionar o Governo Federal e assim tentar evitar a suspensão das atividades da PRF (Polícia Rodoviária Federal) no Estado. O uso do helicóptero e até o funcionamento de unidades operacionais nas rodovias, correm riscos por falta de repasses de orçamento para a corporação.

“Primeiro é absurdo paralisar as atividades já que são precárias a presença de foças federais na fronteira com Bolívia e Paraguai, tem que ser questão de prioridade. Agora é a pressão para que não diminua, pelo contrário, que venha mais efetivo para fortalecer estruturas hoje feitas por policiais nossos”, afirmou.

Para o governador, a segurança na divisa de Mato Grosso do Sul com os dois países vizinhos, hoje, é feita prioritariamente pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e pela Polícia Rodoviária Estadual.

O abandono da fronteira pelo Governo Federal é uma reclamação antiga e uma luta frequente do governador, desde que a guerra pelo controle do crime se intensificou na região. Na terça-feira (4), Azambuja se reuniu com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, para conversar sobre a paralisação da PRF.

Segundo governador, o ministro garantiu fazer o possível para que a fronteira não tenha as estruturas afetadas pela situação. As rodovias de Mato Grosso do Sul somam mais de 1.500 quilômetros de fronteira seca com o Paraguai e a Bolívia.

Entenda

Segundo a PRF, escoltas de cargas em rodovias federais, atividades aéreas de resgate e policiamento e desativação de unidades operacionais estão na lista do que deverá deixar de ser feiro pelos policiais, devido a programação orçamentária e financeira imposta pelo poder executivo federal.

A programação limita os pagamentos de diárias, combustível e manutenção e em consequência disso, a paralisação das atividades. Conforme a assessoria de comunicação, a prioridade será o atendimento a acidentes com vítimas e combate a ilícitos. Até a horário de funcionamento das unidades administrativas será alterado.

“Se necessário, tudo será readequado para atender o que mais importante. Em acidentes, por exemplo, serão priorizados os que tenham vítimas graves ou mortos”, afirma o inspetor Kleryson Loureiro.

Em nota, o Sinprf-MS (Sindicato dos Policiais Rodoviários de Mato Grosso do Sul) informou que recebeu com “extrema preocupação” a notícia da possível suspensão dos serviços, já que o Estado faz fronteira seca com países conhecidos pela produção de drogas, sendo considerado corredor de escoamento para grandes centros.

Preocupado com fronteira, governador critica União por cortar verba da PRF

Preocupado com fronteira, governador critica União por cortar verba da PRF