01/08/2014 15h50
As fontes oficiais calculam um impacto baixo, mas no mercado, especialistas já sinalizaram alta acima dos 25%.
Campograndenews
O reajuste da tarifa de energia só vai ocorrer em abril do ano que vem para a maioria dos consumidores de Mato Grosso do Sul. Mas, desde já, é bom preparar o orçamento. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o Ministério das Minas e Energia já confirmaram que devem ser repassados ao consumidor o impacto dos empréstimos feitos ao setor elétrico. As fontes oficiais calculam um impacto baixo, mas no mercado, especialistas já sinalizaram alta acima dos 25%.
“Todos os anos as distribuidoras de energia passam por um processo de revisão de reajuste tarifário. Com base na tarifa já praticada, foi calculado que as concessionárias comprariam energia a R$ 170 o MWe (megawatt elétrico)”, contextualiza Rosimeire Cecilia da Costa, presidente do Concen (Conselho de Consumidores da Enersul). “No entanto, hoje, as distribuidoras estão pagando R$ 280 o MWe, o que significa uma grande diferença que gera déficit”, explica.
O valor pago está acima do calculado devido a, basicamente, três motivos. Um deles é justamente da falta de chuvas que afetou reservatórios de hidrelétricas de todo o Brasil. O desconto na conta de luz dado no ano passado pela Aneel também está entre as causas. Além desses, há os empréstimos concedidos pelo Governo Federal desde março para que as distribuidoras pagassem as geradoras de energia, de R$ 11,2 bilhões em sua primeira etapa.

