22 C
Ponta Porã
domingo, 18 de outubro, 2026

Presidente do Cimi visita papa e pede em carta apoio aos povos indígenas de MS

30/06/2016 14h50

Vale lembrar que o agronegócio, contrariando setores como a indústria e a construção civil, alavancou o número de trabalhadores efetivados, crescendo 3,1%, de março de 2015/2016 no MS.

O presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e arcebispo de Porto Velho, dom Roque Paloschi, foi recebido pelo Papa Francisco, no Vaticano nesta quarta-feira (29). Ele entregou ao papa o relatório de Violência contra os povos indígenas de 2014, na qual cita o conflito entre fazendeiros e indígenas Guarani-Kaiowá de Mato Grosso do Sul.

“Vivemos no Brasil uma situação desesperadora diante do sofrimento dos nossos primeiros habitantes”, afirma dom Roque em sua carta, na qual agradece a atenção que o pontífice tem dedicado à questão indígena.

O presidente do Cimi também citou a situação em Caarapó, dizendo: “Os Guarani Kaiowá tem visto o direito às suas terras ser negado, além de sofrerem repetidas violências de grupos paramilitares e o continuado descaso do próprio Estado”, afirma dom Roque.

O QUE SERÁ DE MATO GROSSO DO SUL? SUA ECONOMIA? SEU CRESCIMENTO COMO ESTADO? SOMENTE EM MATO GROSSO DO SUL EXISTE TERRAS QUE “PERTENCERIAM” AOS INDIOS? E EM SP, RJ, BA?

Quem busca emprego sabe como está difícil entrar no mercado de trabalho. A notícia boa é que Mato Grosso do Sul tem registrado saldo positivo na movimentação das contratações em relação ao agronegócio. Contrariando setores como a indústria e a construção civil, o número de efetivados cresceu 3,1%, de março de 2015/2016. Este cenário consta no último balanço divulgado pelo Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do MTE – Ministério do Trabalho e Emprego, mostra a evolução do número de vagas. Em 12 meses, foram mais de 37 mil postos de emprego preenchidos.

O terceiro setor que mais contratou é também o único que obteve variação positiva – número de contratados e de desligados. Mais de duas mil pessoas permaneceram trabalhando mesmo após a sazonalidade da agricultura por exemplo, que tem altas na fase de colheita da safra 2016/2017 e de colheita da temporada atual 2015/2016. “Contrariando a teoria de que máquina substitui o homem, a tecnificação das atividades de campo tem exigido cada vez mais a participação e o conhecimento do trabalhador rural, que precisa ser um especialista quando o assunto é tecnologia”, ressalta o presidente da Famasul, Mauricio Saito.

Para atender as necessidades do mercado de trabalho no segmento do agronegócio, o Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural oferece formação profissional e promoção social. No ano passado aproximadamente 40 mil pessoas receberam treinamento. Para 2016 a intenção é capacitar 50 mil pessoas.

“Há um cenário de crescimento, muita demanda de trabalho no campo e ausência de profissionais aptos para desempenhar funções específicas. Quem buscar qualificação terá espaço para se destacar”, analisou o diretor executivo do Sistema Famasul, Lucas Galvan.

Bruna Almeida Santos, do município de Deodápolis, é a comprovação de que o caminho para o emprego certo, seguro e promissor está na educação. Em menos de um ano, ela já incluiu ao currículo os cursos de Segurança de Trabalho, Relações Interpessoais, Primeiros Socorros, Informática e o mais recente de Motoniveladora. “Pretendo me formar em agronomia, fazer outros cursos do Senar/MS e trabalhar no meio rural. Quero estar preparada para quando a oportunidade aparecer”, explica.

Fonte: Midiamax/Famasul

Divulgação/Cimi