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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

Presidente do SRA cobra do Estado, manutenção de rodovias

08/12/2015 08h

Preocupado com o escoamento da safra, Ronan Silva se reuniu com o Secretário de Estado de Infraestrutura, Miglioli em Campo Grande

Agazetanews

Preocupado com o escoamento da safra que se aproxima e devido as ruins condições de conservação das vias no município e na região, o presidente do Sindicato Rural de Amambai (SRA), Ronan Nunes da Silva, procurou o Governo do Estado para cobrar manutenção das rodovias estaduais.

Durante audiência com Ednei Marcelo Miglioli na sexta-feira, dia 27 de novembro, em Campo Grande, Ronan Silva entregou em mãos ao secretário de estado de infraestrutura, um relatório sobre as condições das rodovias estaduais na região. O presidente apresentou ao secretário de estado as condições precárias da MS-156, trecho que liga Amambai a Caarapó, que está quase que intransitável e dos trechos de rodovias estaduais que compõe a conhecida “Guaira-Porã”, interligando Sanga Puitã, em Ponta Porã à BR-163 em Eldorado.

Os trechos das rodovias MS-386 (Amambai a Ponta Porã), MS-156 (entre Amambai e Tacuru) e MS-295 (Tacuru a Eldorado passando por Iguatemi), que é considerado o principal corredor para o escoamento da safra de grãos de Amambai e região, foram recapeados em 2014, mas o asfalto já apresenta degradação em vários pontos.

Além das rodovias pavimentadas, Ronan Silva cobrou de Miglioli, ações para manutenção e recuperação dos trechos de rodovias estaduais sem pavimentação que cortam o município de Amambai, que foram bastante danificadas com as chuvas que caíram nos últimos dias na região, entre elas a MS-289 entre Amambai e Juti, aonde a chuva chegou a destruir um aterro, deixando a rodovia intransitável, a MS-386 que liga a região conhecida como “Bila” a Iguatemi, também conhecida como “Estrada Velha de Iguatemi”, e trechos da antiga MS-289 que liga Amambai a Coronel Sapucaia, a chamada “Estrada das Pontes”.

Segundo o presidente do SRA, todos esses trechos de estradas não pavimentadas são de grande importância para o escoamento da produção agropecuária e tiveram suas condições de trafegabilidade que já era ruins, pioradas com o excesso de chuva que tem caído na região.

Governo enfrenta problemas operacionais, diz presidente

Segundo Ronan Nunes da Silva, ao receber a demanda apresentada pelo Sindicato Rural de Amambai, o secretário Ednei Marcelo Miglioli demonstrou a preocupação com a situação, mas ressaltou que o Estado vem enfrentando problemas operacionais com a empresa vencedora da licitação e responsável pela manutenção dos trechos de rodovias estaduais em Amambai e região.

Segundo repassou Miglioli ao presidente do SRA, em 2015 o Governo do Estado disponibiliza recursos mensais para a manutenção de rodovias na região de Amambai, mas em média menos da metade dos recursos disponibilizados são aplicados efetivamente em ações de tapa-buracos e recuperação de vias.

Acontece, segundo a Secretária de Estado e Infraestrutura, que para o Governo realizar o pagamento, a empresa tem que executar o trabalho para o qual foi contratada por meio de licitação pública e a agência reguladora do Estado, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), tem que realizar a medição.

Somente após essa medição do serviço realizado é que o Governo do Estado pode realizar o pagamento e como a empresa não tem realizado o trabalho, a medição, bem como o pagamento ficam prejudicados.

Segundo a Regional da Agesul em Amambai, a empresa responsável pela recuperação das rodovias pavimentadas e não pavimentadas na área de abrangência da unidade, a Juha Engenharia Ltda. já foi notificada três vezes pelo órgão estadual, mas mesmo assim não tem executado os serviços da forma esperada.

Tapa-buraco com pedra Britada

No final de semana passada a empresa recebeu várias críticas ao tentar tapar buracos no asfalto na MS-156 entre Amambai a Caarapó usando somente pedra britada.

A medida, além de provocar danos nos veículos que passam pela via, com a projeção das pedras, também coloca em risco a segurança dos motoristas e passageiros, tendo em vista que a pedra britada acaba se espalhando sobre o asfalto, vindo a deixar a pista escorregadia, gerando condições propícias para acidentes, segundo os usuários do trecho da rodovia estadual.

(Foto: Divulgação)

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