29/08/2017 13h40
“Deixamos o Helinho como uma galinha destroncada”. disse suspeito de homicido
Campograndenews
Após uma comemoração umbandista no terreiro de Ana Maria Calixto, conhecida como “Mãe Maria”, 55, uma confusão no local terminou com a morte de Helio Teixeira da Costa, 28 anos, no dia 29 de janeiro, crime que foi solucionado agora, quase 9 meses depois. A vítima foi encontrada morta em um terreno baldio no Jardim Tijuca. Quatro pessoas foram presas pelo crime, e foram apresentadas hoje, na Delegacia Especializada de Repressão aos crimes de Homicídios (DEH).
Os presos atribuíram o crime ao que chamaram de ‘briga de espíritos’. Segundo eles, a vítima havia recebido um santo, com o nome de “Exu 7 facadas”, que teria ficado “agressivo” querendo assassinar a “mãe Maria”. Ela, por sua vez, teria recebido outro tipo de espirito. De acordo com o delegado, a festa estava regada de “trabalhos espirituais” e bebidas alcoólicas.
Durante a confusão, os outros autores envolvidos, José Glebson,35, e seu irmão Glebson José,34, Lucas Rodrigues,18, e mais um que está foragido, passaram espancar a vítima, deixando-a desacordada.
Após toda a tortura, segundo as investigações, os suspeitos levaram Hélio para o terreno no Jardim Tijuca, onde cortaram o pescoço quase arrancando fora do corpo. Retornando ao terreiro, Lucas afirmou a mãe de santo que “deixou Helinho como uma galinha degolada”, assumindo o crime, ele disse que agiu em legitima defesa.
A polícia prendeu os autores na tarde de ontem (28), e encontrou várias facas no local. O caso foi registrado como homicídio doloso qualificado seguido de ocultação de cadáver.


