Ainda não foi definido, porém, se o general será pré-candidato a presidente ou a vice de Levy Fidélix.
03/07/2018 06h – Congresso em Foco
Quando passou à reserva, Mourão fez um discurso em que elogiou o coronel Carlos Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI, um dos principais órgãos de censura e tortura da ditadura militar. Ele também manifestou apoio político a Bolsonaro na ocasião.
Mourão passou a ser conhecido do grande público em setembro de 2017 quando, em um evento em Brasília, sugeriu que o Exército poderia fazer uma intervenção militar para atuar contra a corrupção no país.
Disse ele na ocasião: “Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso.”
O militar também criticou publicamente o governo Michel Temer (MDB), dizendo que ele se baseava em um “balcão de negócios”. Também fez manifestações contrários aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, do PT.
Depois da polêmica, ele perdeu o cargo de secretário de economia e finanças da Força Militar, passou a ser adido da secretaria-geral do Exército e, pouco depois, se aposentou.
Mourão se filiou ao partido em abril. Em entrevistas recentes, ele procura deixar em aberto a possibilidade de se aliar a Bolsonargo na disputa.
O PRTB não tem nenhum parlamentar eleito nesta legislatura e terá apenas 10 segundos de propaganda eleitoral na televisão.
O Congresso em Foco tentou contato com general Mourão, mas ele não atendeu às ligações.


