Crimes teriam acontecido em escola da zona rural de Cabixi (RO), no início deste ano. Acusado também perdeu o cargo público.
21/10/2018 06h40 – G1
O professor Antônio Lima Fidelis, agora com 65 anos, foi condenado a 100 anos de prisão, pela 1ª Vara Criminal de Colorado do Oeste (RO). O julgamento aconteceu nessa semana. Ele é acusado de abusar sexualmente de cinco alunas, entre 8 e 12 anos, em uma escola da zona rural de Cabixi (RO). O caso foi registrado em abril deste ano.
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) apresentou denúncia ao Judiciário, pedindo a condenação do professor por estupro de vulnerável, por cinco vezes, e a perda do cargo público. Já a defesa pediu absolvição de Antônio, em razão dos ótimos antecedentes dele. O professor tem emprego fixo e nunca foi preso.
Os abusos teriam acontecido entre fevereiro e março deste ano. Em depoimento, as vítimas narraram que, ao entregar a tarefa para o professor corrigir, ele as colocava no colo e passava a mão no corpo delas, inclusive nas partes íntimas.
As meninas ainda narraram que, nessas ocasiões, o professor passava a barba no pescoço delas. As vítimas também contaram que ele costumava distribuir balas para os alunos no fim das aulas.
No interrogatório, o acusado negou todos os fatos. Ele narrou que “trabalha desde 1989 e sempre tratou com muito carinho todos os seus alunos”. O professor também disse que nunca colocou alunas no colo.
O acusado ainda justificou que, a primeira menina a denunciar o caso, inventou a denúncia, por ser uma aluna difícil, e depois influenciou as colegas.
Crimes
Em abril deste ano, quatro alunas de uma escola rural foram até o quartel da Polícia Militar (PM), acompanhadas pelas mães e conselheiras tutelares para denunciar que o professor as colocava no colo e passava a mão no corpo delas, incluindo as partes íntimas. Elas disseram que viu o professor fazendo o mesmo com outra colega.
Depois da denúncia das crianças, uma jovem de 18 anos também procurou o quartel e disse que, há cerca de 10 anos, também foi molestada pelo mesmo homem. Na época, ele trabalhava de guarda, no portão da escola onde ela estudava.
Depois de ouvir vítimas e testemunhas, a Polícia Civil pediu a prisão temporária do professor. Após ficar foragido, o servidor se apresentou na delegacia de Colorado do Oeste. Ele foi encaminhado para a Casa de Detenção e a prisão dele convertida para preventiva.
Na época, a Secretaria Municipal de Educação de Cabixi informou que afastou o profissional e instaurou um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do servidor.


