20/05/2015 14h
Formado em letras, homem de 41 anos dava aulas de português e inglês na cidade
Jornalacidade
O professor de inglês e português V.C., de 41 anos, foi preso em flagrante na manhã de ontem pela Polícia Federal (PF) de Ribeirão Preto acusado de pedofilia por possuir e difundir pornografia infantil.
Ele era investigado havia três anos e, segundo a PF, a quantidade de arquivos pornográficos encontradas em seu computador “é enorme”. Todos os arquivos passarão por perícia.
Como o caso está sob sigilo, a PF não informou o nome completo do professor, apenas as iniciais.
A escola na qual ele leciona também não foi divulgada, para evitar a “estigmatização” dos alunos, de acordo com a assessoria de imprensa da PF.
O A Cidade apurou, entretanto, que ele foi detido pelos policiais na entrada de uma escola da rede estadual de ensino no bairro Presidente Dutra, zona Norte do município.
De lá, foi conduzido até sua casa, no bairro Irajá, zona Sul, onde seus equipamentos eletrônicos foram apreendidos após a constatação das imagens com pedofilia.
A PF informou que não há, até o momento, acusações contra o professor por abuso sexual ou estupro.
Em seu computador havia vídeos caseiros gravados por ele, sem participação visível de menores de idade. Os policiais, entretanto, continuarão as investigações para tentar identificar as vítimas.
Início
O professor começou a ser investigado em 2012, após a PF identificar o seu endereço de IP (Protocolo de Internet) no envio de uma imagem pornográfica.
De acordo com os policiais, ele responde a dois crimes distintos: pelo fragrante de ontem e pelas divulgações de imagens ocorridas desde o início das investigações. Ele pode pegar até dez anos de prisão, segundo a PF.
PF de Ribeirão já instaurou 17 inquéritos
De 2014 até maio deste ano, a Polícia Federal de Ribeirão Preto abriu 17 inquéritos para apurar crimes de pornografia infantil na região.
O crime é recorrente em todo o País: segundo dados da ONG SaferNet, entidade que combate os crimes e violações aos Direitos Humanos na Internet, nos últimos cinco anos foram removidas 33 mil páginas na internet com conteúdo pornográfico envolvendo crianças.
São, em média, 18 páginas retiradas da internet todos os dias por pornografia infantil. No ano passado, o crime foi o segundo mais denunciado na Safernet, perdendo apenas para o racismo.
As denúncias podem ser feitas por meio do site: www.safernet.org.br. O coordenador regional da Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual), Mauro Inácio, disse que não tinha conhecimento da prisão do docente, mas que “é um fato lamentável e altamente reprovável, que vai contra a função do professor, de formar cidadãos”.

