Para a Justiça, a ação perde o objetivo, já que não há mais a quem punir.
A promotora Lívia Carla Guadanhim Bariani pediu ao juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, para extinguir a ação sem a punição do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Benal, que morreu no começo desta semana.
Bernal enfrentava processo criminal pela morte do fiscal tributário Roberto Mazzini, em março deste ano, na Capital. Por conta do falecimento em 13 de julho, a promotoria pediu que seja declarada extinta a punibilidade.
O ex-prefeito estava preso desde o crime, mas sofreu um infarto e passou por cirurgia na Santa Casa no começo de junho. Com a alta hospitalar, Bernal foi levado de volta ao Presídio Militar da Capital.
Entretanto, ele teve que voltar ao hospital na madrugada de segunda-feira (13) e não resistiu. Por conta disso, para a Justiça, a ação perde o objetivo, já que não há mais a quem punir. O magistrado ainda não avaliou o pedido.
Bernal sofreu novo infarto
O pedido surgiu após a defesa apresentar oficialmente a certidão de óbito aos autos do processo. Conforme o documento, Bernal sofreu um novo infarto e morreu em decorrência disso.
Além disso, a certidão traz ainda que ele teve um choque cardiogênico, trombose de stents, doença coronariana, além de diabetes e outras condições que contribuíram para a morte.
Réu por assassinato
No fim de junho, a Justiça mandou Alcides Bernal a júri popular pelo assassinato de Roberto Mazzini. Na decisão, a prisão preventiva do réu também foi mantida pelo juiz de Direito, Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando-a, e a dorsal da vítima.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu.
Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada).
Fonte: Midiamax

