23/05/2014 09h10
Este recado de Azambuja é para os prefeitos que declararam apoio ao senador Delcídio do Amaral
Correio do Estado
O PSDB poderá decidir, na segunda-feira (26), pela expulsão dos prefeitos traidores que anunciaram apoio à pré-candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT) ao governo estadual. O senador Ruben Figueiró sugeriu ao presidente regional do partido, deputado estadual Márcio Monteiro, punição severa para os tucanos que quebrarem “a disciplina partidária com o gesto de apoio ostensivo ao candidato adversário ao governo”. O pré-candidato a governador, deputado federal Reinaldo Azambuja, prefere contar com correligionários fiéis a traidores na campanha eleitoral. Mas não tem a intenção de pedir a expulsão de ninguém. Ele deixará esta incumbência para qualquer filiado tomar a iniciativa.
Até o momento, os prefeitos de Anastácio, Douglas Figueiredo (presidente da Associação dos Municípios – Assomasul), e de Iguatemi, José Roberto Arcoverde, declararam apoio a Delcídio, mesmo diante da terceira via representada por Azambuja. Além disso, os vice-prefeitos de Marcelo Ascoli, de Sidrolândia, e Horácio Junior, de Caracol, também não serão fiéis ao partido para ficar com Delcídio.
“Esses prefeitos tiveram apoio do PSDB em todas as ocasiões. O Douglas só virou prefeito graças à articulação que fizemos com o saudoso Cláudio Valério (ex-prefeito de Anastácio). Com o Zé Roberto foi a mesma coisa”, lembrou Azambuja.
Para ele, os que não desejam auxiliar o PSDB durante o pleito para dar suporte aos adversários deveriam pedir para deixar a legenda, desta forma não seria necessário tomar decisões drásticas. “Eles deveriam pedir para sair do partido, para o partido não ter que tomar uma atitude mais radical. Quanto à penalidade, não vou dizer por mim, as decisões devem ser do diretório. Vamos nos reunir e isso com certeza vai entrar em pauta. Qualquer correligionário pode pedir (a expulsão) ao conselho de ética, isso é quebra partidária”, explicou Azambuja.
A medida seria tomada por decisão liminar da Executiva e depois submetida à análise do conselho de ética do PSDB. “O afastamento imediato seria uma satisfação à opinião pública e aos companheiros que se mantêm fiéis à legenda”, disse o senador Ruben Figueiró.
OPINIÃO
O presidente regional do PSD, ex-senador Antonio João Hugo Rodrigues, possível aliado do PSDB nas próximas eleições, ressaltou que em seu partido esse gesto seria inaceitável, pois existe resolução da direção nacional de excluir infieis, de acordo com a lei de infidelidade partidária. “Eu só posso dizer que o PSD tem uma resolução da direção nacional que se alguém apoiar um candidato que não seja do partido é excluído, dentro da lei de fidelidade. Está liquidado, se eu souber disso antes não passa nem na comissão. E se souber depois eu instalo processo e excluo”, alertou. O dirigente pretende conversar com o tucano nos próximos dias.


