08/11/2017 15h40
Quadrilha da Bahia engana vítimas em MS com falsos anúncios de venda de carro.
Vítima diz que bandidos pedem ‘entrada’ para segurar veículo e, quando recebem, não mantém mais nenhum contato.
G1MS
Uma organização criminosa, atuante na Bahia, está fazendo vítimas de estelionato em Campo Grande, de acordo com a polícia.
“Eles anunciam veículos em sites de venda e deixam um telefone de contato via WhatsApp. A pessoa interessada entra em contato e eles realmente passam o endereço de um local existente, porém, no interior do estado. Os bandidos então exigem um valor para segurar o carro, pegando o dinheiro e sumindo em seguida”, afirmou a delegada Célia Bezerra, titular da 4ª Delegacia de Polícia.
O auxiliar de serviços gerais Belarmino Ferreira Borges, de 38 anos, contou que caiu no golpe após se interessar por um veículo no valor de R$ 5,7 mil. O anúncio no classificado da internet dizia: “Corsa 2 porta carro muito conservado revisado tudo funcionando perfeitamente carro de um único dono garantia de motor e caixa de marcha 4 pneus novos valor 5.700 a vista não aceitamos trocar por favor não insista!!!”
“Eu e minha esposa vendemos um carro antigo e juntamos dinheiro para comprar este. No início, começamos uma conversa e a pessoa disse que o carro estava em uma garagem em Ponta Porã. Ela ressaltou que precisava de um depósito de R$ 500 para guardar o carro. Nós fizemos e, já no outro dia, eles pediram pra mandar mais R$ 1 mil, pois a conta anterior havia sido bloqueada”, comentou Borges.
Conforme a vítima, foi neste momento que ele começou a desconfiar. Mesmo assim, decidiu dar continuidade a suposta negociação. “Eu mandei mais R$ 500 e então ficou combinado que eu deveria buscar o carro com o dinheiro restante. Ao chegar lá, o local era um lava-jato e o proprietário falou que eu já era a quarta pessoa perguntando por carro”, lamentou.
Além dele, outro dono de uma garagem, na cidade de Amambaí, a 332 km de Campo Grande, disse que registrou um boletim de ocorrência. “Esta outra pessoa afirmou que os bandidos informavam o endereço do seu estabelecimento para as pessoas buscarem o carro. No entanto, ele não tinha feito negociação nenhuma. Houve registro de vítimas não só nesta delegacia, mas, em outras unidades policiais também”, explicou Bezerra.


