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Quadrilha de MS que prometia retorno milionário em investimento tem cerca de 25 mil vítimas no país, diz PF

21/11/2017 15h20

Quadrilha de MS que prometia retorno milionário em investimento tem cerca de 25 mil vítimas no país, diz PF.

Um dos golpes era a repatriação de valores de corretagem de uma suposta mina de ouro, que prometia a cada R$ 1 mil investido o retorno de pelo menos R$ 1 milhão.

G1MS

Cerca de 25 mil pessoas em todo o país e um prejuízo ainda não calculado, mas que deve passar de milhões de reais. Essa é a estimativa do dano que um grupo suspeito de crimes contra o mercado financeiro e formação de quadrilha preso nesta terça-feira (21) na operação Ouro de Ofir da Polícia Federação e Receita Federal causou.

Segundo o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Cléo Mazzotti, um dos golpes aplicados pelo grupo consistia em prometer a investidores um retorno milionário com a repatriação de uma corretagem da venda de ouro de uma fictícia mina de ouro na Bahia.

“Na história que eles contavam, essa mina teria sido explorada na época do Império. O ouro teria sido vendido para a Europa e os Estados Unidos. Uma família de Campo Grande, que seria a dona da mina, teria após mais de 60 anos de tramitação de um processo em uma suposta corte internacional, ganhado a ação, que em valores corrigidos, seria, conforma quadrilha de US$ 2,7 trilhões. Um valor fora da realidade.

Desse valor, a família ficaria com 60% e 40%, conforme determinado pela suposta corte teria de ser doado. Os golpistas prometiam as vítimas um retorno milionário, desde que elas ajudassem a pagar os custos para trazer esse dinheiro. O investimento mínimo era de R$ 1 mil e o retorno prometido seria de pelo menos R$ 1 milhão. Assim teve gente que investiu R$ 1 mil, teve que gente que investiu R$ 5 mil, outros R$ 30 mil”, explica o delegado.

Outro golpe, de acordo com Mazzotti, prometia quantias também milionárias com a liberação de uma antiga Letra do Tesouro Nacional (LTN), mas também mediante pagamento prévio.

Henry Tamashiro de Oliveira, delegado adjunto da Receita Federal em MS, Cléo Mazzoti, delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul e delegado, Guilherme Farias, que coordenou a operação Ouro de Ofir, em entrevista coletiva na superintendência da PF em Campo Grande, nesta terça-feira (21) (Foto: Anderson Viegas/G1 MS).

Quadrilha de MS que prometia retorno milionário em investimento tem cerca de 25 mil vítimas no país, diz PF