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domingo, 18 de outubro, 2026

Quadrilha de MS usava adolescentes e mulheres para transportar droga para 5 estados, diz Gaeco

27/07/2017 06h10

Intenção, conforme as investigações, era não levantar suspeitas da polícia.

G1 MS

Para conseguir levar drogas de Mato Grosso do Sul para São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso, a quadrilha alvo da operação Fronteira, deflagrada nesta quarta-feira (26) em três estados, costumava usavar crianças e mulheres, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

“O transporte era feito via veículos que esses membros dessas organizações criminosas roubavam, furtavam e até mesmo receptavam, e acondicionavam esses entorpecentes dentro desses veículos. Eles se valiam de mulheres e até menores para que o transporte fosse feito em conjunto justamente para não levantar suspeitas. E esse transporte era feito pelas rodovias estaduais”, explicou Cristiane Mourão, coordenadora do Gaeco.

A organização criminosa foi descoberta durante uma investigação do grupo de combate ao crime organizado do Ministério Público, que apura a atuação de uma facção que age dentro e fora dos presídios e que controla o tráfico na região de Ponta Porã (MS), na fronteira do Brasil com o Paraguai.

“Durante essa investigação nós constatamos a existência dessa organização criminosa, alvo dessa operação de hoje, que matinha negócios de tráfico de drogas com a outra. Nós apuramos que eles tinham negócios olícitos em comum. Durante a investigação da primeira facção criminosa nós chegamos nessa outra. A partir daí, nós começamos a focar uma investigação focada apenas para essa”, afirmou Cristiane.

A operação Fronteira, realizada pelo Gaeco em conjunto com o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE) de Mato Grosso do Sul, foi deflagrada para para cumprir 15 mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Criminal de Campo Grande, nas cidades de Campo Grande, Ponta Porã, Cuiabá e Goiânia.

Ao todo, dez mandados foram cumpridos em, um em Ponta Porã, dois em Campo Grande, cinco em presídios de Mato Grosso do Sul, um em Goiânia e um em um presídio de Mato Grosso. Contra os suspeitos ainda foi oferecida denúncia na Justiça.

Foto: Reprodução TV Morena

Foto: Reprodução TV Morena