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domingo, 18 de outubro, 2026

Quase 220 mil moram em áreas de conservação em MS, diz pesquisa

Em Mato Grosso do Sul, existem 127 UCs, das quais, 54 possuem população residente. 

Foi divulgado hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os dados da pesquisa do Censo Demográfico do ano de 2022 a respeito das Unidades de Conservação – Principais características das pessoas residentes e dos domicílios, por recortes territoriais e grupos populacionais específicos. 

Essa pesquisa traz as características dos moradores das unidades de conservação presentes no Brasil e no estado, bem como as características de suas moradias, incluindo as áreas indígenas e quilombolas. 

Segundo os dados, 219.332 sul-mato-grossenses vivem em unidades de conservação no estado, o que representa 7,96% da população total. Em Mato Grosso do Sul, existem 127 UCs, das quais, 54 possuem população residente. 

As unidades de conservação mais populosas do estado são a Área de Proteção Ambiental Municipal dos Mananciais do Córrego Lajeado, com 35.412 pessoas habitando, seguida da Área de Proteção Ambiental Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, com 32.604 habitantes e, depois, a Área de Proteção Ambiental da Sub-Bacia do Rio Aporé, que tem 19.998 pessoas habitando a área. 

Sobre a população indígena no estado, nota-se uma quantidade maior morando em áreas de conservação que nas áreas gerais do estado. Pela composição da população nas áreas, a maioria das pessoas residentes nessas áreas se considera branca (41,89%), seguida por pardas (43,03%).

São 9,36% que se consideram indígenas morando em UCs, enquanto nas áreas gerais são apenas 3,48% que se identificam como tal. 

Com relação à população quilombola no estado, dos 2.572 que se declaram quilombolas, 74 moram em unidades de conservação, o que corresponde a 2,88% da população quilombola do estado. 

Com relação à faixa etária, a maior parte da população residente em unidades de conservação no estado são os mais jovens. 23,51% dos moradores têm idade entre 0 e 14 anos de idade. Já a população mais velha, acima de 60 anos, corresponde a 14,15% . 

Da população residente nas UCs, 99,95% se encontra em unidades consideradas do tipo Sustentável, ou seja, em uma área protegida onde o uso dos recursos naturais é prioritário a fim de garantir a perenidade dos recursos renováveis e conservação da natureza. 0.04% residem em áreas de Proteção Integral e 0,01% moram em áreas de Proteção Integral e Uso Sustentável. 

A média de moradores por domicílio nas unidades é de 2,84 moradores. 

Serviços essenciais
Dentre os moradores na unidades de conservação, a coleta de lixo é feita, em maioria, através de serviço de limpeza ou depositado em caçamba de serviço de limpeza (73,20). 26,80% relatam que são queimados na propriedade. Quando se diz respeito à população em geral, os percentuais são, respectivamente, 89,69% e 8,44%. 

Sobre abastecimento de água, os dados mostram que a maior parte dos domicílios são abastecidos por água através da rede de distribuição geral, poço, fonte, nascente ou mina, combinado à existência de canalização dentro da habitação. 71.517 domicílios possuem tais abastecimentos de água, enquanto 5.146, não. 

O IBGE verificou que, nas unidade de conservação, apenas 570 pessoas residiam em domicílios sem banheiros. No entanto, a maioria da população que reside nas Unidades de Conservação no estado vive sem esgotamento sanitário adequado. 51,3% dos domicílios têm esgoto destinado a fossa rudimentar, buraco, bala, rio, córrego, mar ou outra forma ou até sem esgotamento. 

Nacional
Sobre as Unidades da Federação, o estado que mais possui residentes em Unidades de Conservação é São Paulo, com 2.483.199 pessoas, cerca de 21,03% da sua população local. Em seguida, vem o Maranhão, com 1.555.668 pessoas (22,96% da população residente) e a Bahia, com 1.354.144 residentes, 9,58% da população. 

Mato Grosso do Sul ocupa a 15ª posição no ranking, com 1,85% da população residente em unidades de conservação no país.
 

Fonte: Correiodestado