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domingo, 18 de outubro, 2026

Quatro ministros tomam posse no governo Dilma

03/02/2014 11h

Presidente diz que diz que mudanças são inevitáveis na democracia

UOL

A presidente Dilma Rousseff deu posse nesta segunda-feira (3) a quatro ministros: três são novos e um foi remanejado. Aloizio Mercadante deixou o Ministério da Educação e assumiu a Casa Civil, onde substituiu Gleisi Hoffmann. “As mudanças que fazemos hoje fazem parte da democracia e não alteram nossa linha de atuação”, disse a presidente na solenidade.

“As mudanças nos ministérios são, na democracia, inevitáveis”, completou.

Os novos ministros são Thomas Traumann (que substitui Helena Chagas na Secretaria de Comunicação), Arthur Chioro (entra no lugar de Alexandre Padilha na Saúde) e José Henrique Paim (que entrará na vaga de Mercadante no MEC).

Esta é a primeira etapa da reforma ministerial que a presidente deve promover até o final do mês. Dilma ainda precisa acomodar partidos aliados, como o recém-criado Pros, em uma das 39 pastas.

Ex-ministros serão candidatos
Mercadante, 59, assume como novo ministro-chefe da Casa Civil, cargo em que atuará como braço-direito da presidente. Mercadante vai substituir Gleisi, que deixa o cargo para se dedicar à sua provável campanha eleitoral pelo PT ao governo do Paraná.

Padilha também deixa a Saúde para se dedicar à campanha pelo governo de São Paulo.

Petista histórico, Mercadante começou o governo no comando do Ministério da Ciência e Tecnologia em 2011, após perder para Geraldo Alckmin (PSDB) a disputa pelo governo de São Paulo em 2010. Assumiu o comando do MEC no início de 2012 com a saída de Fernando Haddad (PT), que deixou a pasta para disputar a Prefeitura de São Paulo.

O novo ministro também é bastante próximo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mercadante foi um dos fundadores do PT, em 1980 e coordenou a campanha presidencial do partido nas eleições de 1989 e 2002. Também foi candidato à vice-presidência da República na chapa de Lula nas eleições de 1994.

Mercadante deve acumular a função de articulador político com o Congresso neste ano de eleições majoritárias. Seu papel, além de comandar as decisões técnicas e administrativas da Casa Civil, é também assumir parte da articulação institucional com os partidos aliados.

À frente do MEC, Mercadante ganhou confiança da presidente e pré-candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). Ele já participava das principais reuniões de articulação do governo e vai abrir o ano legislativo no Congresso na tarde desta segunda-feira.

Nascido em Santos (SP), Mercadante foi eleito duas vezes deputados federal (entre 1991 e 1995, e entre 1999 e 2003) e uma vez senador (entre 2003 e 2010). Durante seu período no Congresso, foi líder de governo, líder do PT e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos.

É doutor em economia pela Unicamp (Universidade de Campinas) e professor licenciado da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Sua trajetória na política começou em entidades estudantis da USP (Universidade de São Paulo), onde se formou economista.

O novo ministro da Saúde, Arthur Chioro, substitui Padilha na saúde, pasta estratégica para Dilma devido ao programa Mais Médicos.

Chioro é médico e era secretário de Saúde de São Bernardo do Campo (SP).

O novo ministro começou a carreira no serviço público como secretário municipal de Saúde de São Vicente (SP). Ele também comandou o Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde entre 2003 e 2005, e ajudou a implantar o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Até ser indicado para assumir o ministério, Chioro era sócio de uma consultoria da área de saúde que presta serviços a prefeituras de municípios paulistas. E conciliava esses serviços com o cargo em São Bernardo do Campo.

O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil que apura se ele infringiu a Lei Orgânica do município, que proíbe secretários de manterem sociedade em empresas que tenham contratos com órgãos do governo.

Questionado sobre o assunto, Chioro afirmou, em entrevista à imprensa, que não cometeu nenhuma irregularidade e que estava afastado da administração da empresa desde 2009. Suas ações na empresa atualmente estão em nome de sua mulher.

A ministra Helena Chagas (à esquerda), da Secretaria de Comunicação Social, pediu demissão nesta sexta-feira. O governo estava descontente com a atuação da ministra por não conseguir aumentar a visibilidade do governo federal e por não intensificar a comunicação governamental por meio das mídias alternativas como Facebook e Twitter. O porta-voz da presidência Thomas Traumann é cotado para assumir a pasta.Foto: Alan Marques/Folhapress