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terça-feira, 20 de outubro, 2026

Radioterapia do Hospital do Andaraí será inaugurada ainda no 1º trimestre deste ano

As obras do novo serviço de radioterapia do Hospital Federal do Andaraí (HFA) entraram na reta final e a previsão é que os atendimentos comecem ainda no primeiro trimestre deste ano. A medida faz parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro, elaborado pelo governo federal.

“Vamos inaugurar a radioterapia do Andaraí muito em breve.  Esse tipo de tratamento é tão importante para vários tipos de câncer e precisa estar acessível para a nossa população”, frisou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

A declaração foi dada hoje (7), durante visita à unidade, onde conheceu, acompanhada do secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, a emergência adulto, pediátrica, leitos de internação recém-abertos, a reforma da tomografia e obras da cozinha.

A nova radioterapia conta com o apoio do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e as obras ocorrem através do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS (PER-SUS).

Na ocasião, a ministra destacou que o plano de reestruturação já tem trazido grandes entregas para a população fluminense, como a abertura de 3 emergências, ampliação de leitos de internação e a revitalização das unidades.

“A reestruturação dos hospitais significa dar à população da cidade do Rio de Janeiro serviços de qualidade e com atendimento humanizado. Fizemos parcerias com o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), uma empresa pública e 100% SUS, e com a Prefeitura. Nós não vamos abandonar os hospitais. Essa é a mensagem principal. O Ministério da Saúde continua garantindo recursos para o funcionamento das unidades”, reforçou.

Nísia Trindade cumpre agenda no Rio de Janeiro desde quinta-feira (6), quando reabriu a emergência do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), após cinco anos paralisada. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também participou da cerimônia.

O Plano de Reestruturação prevê a reforma das enfermarias, modernização dos centros de imagem, do parque tecnológico e dos elevadores. Ao todo, 3 emergências já foram totalmente reativadas.

O HFA e o Hospital Federal Cardoso Fontes (HFCF) tiveram a gestão descentralizada em dezembro último, em ato assinado pelo presidente Lula e pela ministra, no Palácio do Planalto, em Brasília. A meta é dobrar o número de atendimentos.

O ministério repassou R$ 150 milhões à prefeitura do Rio de Janeiro. Além desse pagamento, está prevista a incorporação de R$ 610 milhões de teto MAC (atendimento de média e alta complexidade) para a cidade do Rio de Janeiro.

Os investimentos em ambas as unidades permitirão o funcionamento de 700 leitos no total. Atualmente, o HFA conta com 304 leitos e chegará a 450. Já o Cardoso Fontes tem 182 e passará a ter 250 leitos.

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Foto: Walterson Rosa/MS

Reestruturação

Ao todo, quatro unidades federais já iniciaram o Plano de Reestruturação. Além do HFA e do HFCF, os hospitais de Bonsucesso e dos Servidores do Estado já começaram o processo.

A unidade de Bonsucesso é administrada pelo GHC desde outubro de 2024. Entre as ações mais recentes, está a reabertura da emergência, a contratação de dois mil funcionários e o investimento de R$ 30 milhões na compra de equipamentos.

O HFSE iniciou estudos para a fusão com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Com a integração, serão 500 leitos à disposição do sistema de saúde. Além disso, haverá maior capacidade de qualificação para os profissionais com a abertura de novas vagas de residência médica.

No caso da unidade da Lagoa, há uma proposta em andamento com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para integração do Instituto Fernandes Figueira (IFF) ao hospital. Já o Hospital de Ipanema está passando por ações de modernização e melhorias nos próximos meses.

Servidores

A reestruturação em curso garante todos os direitos dos servidores dessas unidades hospitalares. Haverá um processo de movimentação voluntária dos profissionais, que respeitará a opção deles por outros locais de trabalho.

A pasta da Saúde criou um canal de atendimento para tirar dúvidas dos servidores sobre o plano de movimentação. Os questionamentos são recebidos por e-mail e respondidos pela Coordenação de Gestão de Pessoas do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH). Ao todo, as unidades federais possuem sete mil servidores efetivos e quatro mil temporários.

Otávio Augusto
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde