Estudo mapeia a distribuição geográfica das buscas pela entrega rápida de itens de farmácia e saúde no país
A consolidação do comércio eletrônico e dos serviços de entrega transformou os hábitos de consumo dos brasileiros. Além de refeições, roupas e itens de supermercado, os canais digitais passaram a facilitar a compra de produtos farmacêuticos, de higiene e cuidados pessoais.
Nesse contexto, a possibilidade de receber esses itens em casa oferece praticidade para quem precisa repor produtos de uso cotidiano ou enfrenta dificuldades para se deslocar até um estabelecimento.
A entrega de produtos farmacêuticos também está relacionada à necessidade de conciliar agilidade e segurança. Diferentemente de outras categorias do comércio eletrônico, a venda e o transporte de medicamentos precisam respeitar exigências sanitárias, condições de conservação e regras específicas para determinados produtos.
Um estudo realizado pelo iFood, empresa brasileira líder em delivery, com base no volume de buscas por estado no Google Brasil entre setembro de 2025 e agosto de 2026 pelo termo “delivery de farmácia”, revelou os estados que mais buscam pela modalidade de delivery de farmácia, proporcional a 100 mil habitantes.
O estudo leva em consideração apenas dados de buscas no Google Brasil, não refletindo, portanto, intenções de compra ou comportamentos para além do ambiente digital.
O levantamento identificou Amapá na primeira posição, seguido por Roraima, Rondônia, Acre, Sergipe, Piauí, Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A presença de estados do Norte e do Nordeste nas primeiras posições mostra que o interesse proporcional pelo serviço não se concentra apenas no Sudeste. Essa busca pode facilitar a aquisição de produtos farmacêuticos em regiões onde há menos estabelecimentos físicos ou maior distância entre as drogarias.
Como a expansão do delivery de farmácia amplia a conveniência e o acesso a produtos de saúde nos estados
A integração das farmácias aos canais digitais amplia as possibilidades de compra de medicamentos e produtos de higiene sem a necessidade de deslocamento até uma loja. Conforme a disponibilidade do estabelecimento, o consumidor pode consultar o catálogo, verificar preços, selecionar os itens desejados e escolher uma modalidade de entrega.
O prazo depende da localização, do estoque e das condições logísticas de cada operação. Esse formato pode ser útil para diferentes necessidades, desde a reposição de produtos de higiene até a compra de itens de saúde recomendados por um profissional. Também pode facilitar a rotina de pessoas com mobilidade reduzida, de responsáveis por crianças ou idosos e de consumidores que não conseguem sair de casa com facilidade.
Dados divulgados pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), em março de 2026, indicaram que os pedidos feitos a distância nas 29 redes associadas cresceram 57,7% em 2025, movimentando R$ 22,6 bilhões. Segundo a entidade, aproximadamente duas em cada dez vendas dessas redes chegaram ao consumidor por canais de entrega.
A expansão do serviço depende de fatores como cobertura das entregas, organização dos estoques, conservação dos produtos e cumprimento das normas sanitárias. No caso dos medicamentos, o transporte precisa preservar as condições indicadas para cada produto, incluindo eventuais exigências de temperatura e umidade.
Como pedir medicamentos pelo delivery?
O primeiro passo é verificar quais farmácias atendem ao endereço de entrega. A compra pode ser realizada pelo site ou aplicativo do estabelecimento ou por uma plataforma digital que ofereça esse tipo de produto na região. Depois, o consumidor consulta os itens disponíveis, confere as informações, seleciona a quantidade permitida e informa o endereço para verificar o prazo e o custo do envio.
Também é necessário verificar se o produto exige prescrição. Medicamentos sujeitos a controle especial possuem regras próprias, e a possibilidade de entrega não elimina a necessidade de apresentar e validar a documentação exigida. A disponibilidade de produtos e os procedimentos de compra variam conforme a farmácia, o canal utilizado e a legislação aplicável.
É possível pedir remédios com receita pelo delivery?
Sim. A entrega remota de medicamentos que exigem receita é possível, desde que a farmácia cumpra as exigências sanitárias aplicáveis. Para medicamentos sujeitos a controle especial, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina procedimentos específicos para conferência da prescrição, registro da dispensação e entrega.
A receita precisa ser analisada pelo farmacêutico, e as exigências variam conforme a categoria do medicamento.
Em orientações publicadas em setembro de 2023, a Anvisa explicou que a entrega remota de medicamentos controlados foi incorporada de forma permanente às regras sanitárias. A agência também esclareceu que o estabelecimento deve conferir a regularidade da prescrição e observar os limites de quantidade previstos para cada tipo de receita.
Quando a legislação exige a retenção do documento original, esse procedimento precisa ser cumprido antes da entrega.
Receitas eletrônicas podem ser aceitas quando atendem aos requisitos legais de validade e assinatura. Já prescrições físicas podem exigir etapas adicionais para a conferência e a retenção do documento.
A entrega não significa que todos os medicamentos estejam disponíveis em qualquer plataforma. Em agosto de 2026, a Anvisa anunciou a abertura de um processo para regulamentar a contratação de canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para a logística e a entrega de medicamentos, com o objetivo de adequar as regras sanitárias à legislação vigente.
A iniciativa reforça a importância de conciliar a expansão do comércio digital com a segurança dos produtos e dos pacientes.
O crescimento dos pedidos a distância exige integração entre sistemas de venda, controle de estoque, separação dos produtos e transporte. A organização dessas etapas ajuda a reduzir erros nos pedidos e a acompanhar o percurso dos itens até o consumidor.
Em produtos que exigem condições especiais de conservação, os procedimentos logísticos também precisam garantir a manutenção da qualidade.
Plataformas digitais podem conectar consumidores e estabelecimentos farmacêuticos, mas a operação de produtos farmacêuticos requer cuidados específicos, que diferem dos utilizados no transporte de outras mercadorias.
O ranking de buscas oferece um retrato do interesse pela expressão “delivery de farmácia” em diferentes estados brasileiros entre setembro de 2025 e agosto de 2026. A expansão da modalidade depende da combinação entre conveniência, logística adequada, cumprimento das normas sanitárias e orientação segura aos consumidores.

