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sábado, 17 de outubro, 2026

Raúl Castro diz que Cuba não vai ceder a “chantagens e ameaças”

02/01/2014 14h

Washington quer uma garantia da proteção dos direitos humanos fundamentais

Folha de São Paulo

Em discurso para celebrar os 55 anos da Revolução Cubana, o ditador Raúl Castro disse que o país não cederá “ante agressões, chantagens nem ameaças”. A declaração foi uma resposta à postura dos Estados Unidos em condicionar a retomada das relações à proteção dos direitos humanos na ilha.

“Jamais cedemos nem cederemos ante agressões, chantagens nem ameaças. A política externa da revolução sempre foi uma arma poderosa para defender a independência, autodeterminação e soberania”, disse Raúl, que sucedeu o irmão Fidel Castro em 2006.

O mandatário afirmou que são “55 anos de incessante luta frente aos desígnios de 11 administrações americanas, que, com maior ou menor hostilidade, não cederam no propósito de mudar o regime econômico e social da ilha e reinstaurar o domínio imperial”.

Ele pediu uma resposta aos planos com uma “criativa conceituação teórica do socialismo possível nas condições de Cuba, como única alternativa de igualdade e justiça para todos” e alertou para o que chamou de “desestabilização ideológica do país”.

“Percebemos tentativas de introduzir plataformas de pensamento neoliberal e de restauração do capitalismo, com os quais se busca induzir a ruptura entre a direção da revolução e as novas gerações, e promover incerteza e pessimismo para o futuro”.

NEGOCIAÇÃO

Raúl Castro disse em 21 de dezembro no Parlamento que Cuba estava preparada para iniciar um diálogo com os Estados Unidos, com o objetivo de “avançar nas relações bilaterais”, desde que a independência e o sistema político da ilha sejam respeitados.

Washington respondeu dois dias depois ao afirmar que estava aberto a um diálogo com Cuba, no caso de uma garantia da proteção dos direitos humanos fundamentais, além da habilidade do povo cubano de determinar o próprio futuro político.

Cuba e Estados Unidos não têm relações diplomáticas desde 1961. Washington aplica um embargo comercial contra a ilha desde 1962.

Raul Castro, presidente de Cuba