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quarta-feira, 1 de julho, 2026

Reinaldo critica “agiotagem oficial” da dívida pública da União e propõe solução no Senado

Para Reinaldo, o Brasil vive um cenário de “gastança desenfreada”, onde o pagamento bilionário de juros anuais consome recursos que deveriam estar na ponta, atendendo às famílias.

O pré-candidato ao Senado Federal, Reinaldo Azambuja, defendeu nesta semana uma mudança estrutural na relação entre Brasília e os estados brasileiros. Em entrevista ao radialista Tião Prado, no podcast do site Ponta Porã Informa, o ex-governador classificou como “agiotagem oficial” o atual peso da dívida pública brasileira — que já supera os R$ 9 trilhões, com o pagamento de bilhões de reais somente de juros — e apontou a necessidade urgente de reformas que priorizem as pessoas em detrimento da máquina pública.

Para Reinaldo, o Brasil vive um cenário de “gastança desenfreada”, onde o pagamento bilionário de juros anuais consome recursos que deveriam estar na ponta, atendendo às famílias. “Temos um governo que gasta muito com a própria estrutura e pouco com o cidadão. Enquanto os Estados Unidos, maior potência do mundo, operam com 22 ministérios e a nossa vizinha, Argentina, com apenas 15, o Brasil mantém 38. É uma conta que não fecha e que impede o crescimento significativo que nossa gente precisa”, afirmou.

Para destacar sua capacidade de trabalhar e ajudar o Brasil nesse assunto, Reinaldo utilizou os seus oito anos à frente do Governo de Mato Grosso do Sul como prova de que é possível inverter a lógica do gasto público. Ele relembrou que o sucesso sul-mato-grossense se deveu à implantação do Governo Municipalista, que priorizou investimentos diretos nos municípios e nas pessoas.

“Brasília pode e deve contribuir muito mais com os estados e municípios. Para isso, precisamos de um Parlamento forte e de um Senado que lidere as reformas necessárias, especialmente a tributária. O objetivo é garantir que o imposto pago pelo cidadão retorne em infraestrutura, saúde e educação de qualidade”, pontuou o pré-candidato.

Reinaldo critica "agiotagem oficial" da dívida pública da União e propõe solução no Senado

Um dos pontos mais contundentes da entrevista foi o impacto do tráfico internacional de drogas nas contas de Mato Grosso do Sul. Reinaldo revelou que o Estado gasta, atualmente, mais de R$ 18 milhões mensais para manter presos que são de responsabilidade direta da União, por crimes transfronteiriços.

Segundo o pré-candidato, se o Governo Federal assumisse essa obrigação constitucional, a economia anual de MS permitiria a construção de 7.800 novas moradias para as famílias do estado. “É uma distorção que precisa ser corrigida em Brasília. É preciso fazer esse enfrentamento técnico e político no Parlamento, para garantir que o recurso de Mato Grosso do Sul fique aqui, gerando dignidade e melhores condições de vida para quem mais precisa”, concluiu Reinaldo.

Fonte: Assessoria