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Reinaldo critica falta de apoio no custeio do sistema penitenciário

06/09/2016 07h30

Dados da Agepen revelam que mais de 40% dos presos em Mato Grosso do Sul foram condenados por tráfico de drogas

Douradosagora

Em mais uma tentativa de conseguir apoio federal para questões de segurança pública em Mato Grosso do Sul, o governador Reinaldo Azambuja embarca para Brasília (DF) nessa terça-feira (6) para se reunir com o ministro da Justiça e Cidadania Alexandre de Moraes. Segundo o governador, os principais assuntos a serem tratados no ministério são a manutenção do sistema prisional de Mato Grosso do Sul e a proteção das fronteiras secas do Estado com a Bolívia e o Paraguai.

Os assuntos são pertinentes e vêm sendo discutidos pelo governo desde o início de 2015, disse Reinaldo. “Atualmente, Mato Grosso do Sul é um dos estados que mais apreende drogas no País, o que contribui para o crescimento do número de pessoas no sistema prisional”. afirmou. O governador lembrou que que a maior parte das prisões no Estado é feita por tráfico internacional de drogas. “Nisso tem uma responsabilidade da União”, decretou.

Dados da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) revelam que mais de 40% dos presos em Mato Grosso do Sul foram condenados por tráfico de drogas. Dos 15,6 mil detentos do Estado, 6,1 mil cometeram crime do narcotráfico – a maioria internacional. “São presos que a União deveria custear”, disse, lamentando que o Estado seja obrigado a assumir uma responsabilidade que deveria ser da União. “Teríamos que construir um presídio ou mais por ano para aportar esse número de presos”, estimou.

Se as conversas com o Ministério da Justiça e Cidadania não avançarem serão tomadas medidas judiciais pelo Governo do Estado contra a União, garantiu o governador. “Nós vamos conversar e queremos uma solução. Se não tivermos uma solução, vamos ingressar judicialmente contra o Governo Federal”, anunciou. Ele ainda lembrou que o assunto ficou parado por meses em Brasília devido a transição. “O ministro tinha pedido um tempo e acho que nós já demos o tempo necessário, a paciência tem um fim”, decretou.

Dos 15,6 mil detentos do Estado, 6,1 mil cometeram crime do narcotráfico – a maioria internacionalFoto: Hedio Fazan