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domingo, 18 de outubro, 2026

Relatório do Gaeco é inconcluso e criminaliza reuniões políticas

11/12/2015 08h50

André e Nelsinho, por exemplo, foram indiciados porque foram citados em mensagens

Correio do Estado

O relatório do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) sobre a Operação Coffee Break encaminhado a Procuradoria-Geral de Justiça é considerado inconcluso, criminaliza reuniões políticas, acordos de coalização partidária para participar da administração e indicia políticos só porque foram citados em mensagens. O Gaeco recomendou novas diligências para apurar o envolvimento de vereadores na compra e venda de votos para cassação do mandato do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). No relatório, o Gaeco indicou 23 pessoas supostamente envolvidos nos crimes de associação criminosa, corrupção passiva e ativa durante o processo de cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP).

No documento entregue na última sexta-feira (04), após quatro meses de trabalho, estão como indiciados por associação criminosa os empresários João Amorim, João Baird, Carlos Naegele, o ex-prefeito Gilmar Olarte (PP), o presidente da Câmara Municipal na época Mário César (PMDB), o vice Flávio César (PT do B), o vereador Airton Saraiva (DEM), o ex-diretor do Instituto Municipal de Tecnologia da Informação (Imti), Fábio Portela, o pecuarista Luiz Pedro Gomes Guimarães, o produtor rural Raimundo Nonato de Carvalho, o ex-prefeito Nelson Trad Filho (PTB) e o ex-governador André Puccinelli (PMDB).

A reportagem conversou com vários advogados que tiveram acesso ao relatório do Gaeco. De acordo com eles, o material se baseia em conversas de terceiros, muitas vinculadas ao Bernal. O advogado constitucionalista e ex-juiz eleitoral, André Borges Netto, que também atua na defesa do vereador Otávio Trad, achou o documento muito superficial e inclusivo.

Marcos Alex foi duramente criticado por apresentar relatório pífio e sem consistência (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)