
As Reservas Particulares do Patrimônio Nacional (RPPNs) ganharam destaque no Espaço Brasil nesta sexta-feira (27/3), durante a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês). Para o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), essas áreas funcionam como corredores de vida, fundamentais para transformar terras privadas em refúgios seguros para espécies migratórias, endêmicas e ameaçadas de extinção.
“O papel do ministério é pensar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) de forma estratégica e integrada a fim de garantir que a conservação aconteça de forma efetiva por meio da conectividade entre áreas públicas e privadas”, destacou o diretor do Departamento de Áreas Protegidas (DAP) do MMA, Pedro da Cunha e Menezes, durante o painel “RPPNs como Corredores de Vida: O Papel das Reservas Particulares na Conservação de Espécies Migratórias”.
O SNUC é o conjunto de diretrizes e procedimentos oficiais que regula a criação e gestão das unidades de conservação federais, estaduais e municipais, públicas e privadas, no Brasil.
O país conta atualmente com mais de 1,9 mil RPPNs, que protegem mais de 837 mil hectares. A discussão na COP15 reafirmou que os proprietários rurais detêm um papel decisivo para a conservação no Brasil. Ao criar uma RPPN, o proprietário rural garante a perpetuidade da proteção da área e consolida grandes corredores ecológicos que permitem o fluxo da vida silvestre nas Américas.
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