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sábado, 17 de outubro, 2026

Reunião termina sem acordo e bancários decidem manter a greve

14/09/2016 08h40

Paralisação teve início na última terça-feira. Nova rodada de negociação foi marcada para quinta-feira (15).

Agazetanews

Os bancários decidiram nesta terça-feira (13) manter a greve iniciada na semana passada, informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A decisão foi anunciada após reunião com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em São Paulo. Segundo a Contraf, a Fenaban não apresentou nova proposta, e uma nova rodada de negociação foi marcada para quinta-feira (15), em São Paulo

administrativos tiveram as atividades paralisadas nesta segunda-feira (12). Segundo o Banco Central, o país tem 22.676 agências bancárias instaladas.

A greve teve início na terça-feira passada (6). Na sexta-feira (9), os bancários decidiram manter a greve iniciada no dia 6, rejeitando a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 7%.

A Fenaban não tem divulgado balanços diários de agências fechadas, mas informa que a população tem à sua disposição uma série de canais alternativos para realizar transações financeiras.
Saiba como pagar contas durante a greve dos bancários.

Mato Grosso do Sul
Das 120 agências bancárias de Campo Grande, 89 estão fechadas em razão da greve dos bancários, segundo levantamento do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campo Grande e Região (Seebcg-MS).
Na área de abrangência da entidade, que engloba ainda outros 27 municípios das regiões central, oeste, norte e sudoeste do estado, e onde existem 160 agências, pelo menos 110 estão com o atendimento paralisado, indica a instituição.

Reivindicações

A categoria havia rejeitado a primeira proposta da Fenaban – de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A proposta seguinte, também rejeitada, foi de reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.

Os sindicatos alegam que a oferta não cobre a inflação do período e representa uma perda de 2,39% para o bolso de cada bancário. Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial – no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) -, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Greve dos bancários completa uma semana (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)