06/07/2016 06h
Veículo teve retrovisor atingido quando passava pelo acesso à linha Amarela
Na véspera da Força Nacional de Segurança (FNS) assumir a segurança interna de todas as instalações de competições da Olimpíada e da Paraolimpíada do Rio, uma equipe de policiais do grupo foi alvo de criminosos no Rio de Janeiro. Eles foram atacados a tiros quando passavam pela Avenida Brasil, no entroncamento da Linha Amarela, no final da noite de segunda-feira.
De acordo com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, ‘a viatura estava retornando de um reconhecimento de área quando teve seu retrovisor atingido por disparo de arma de fogo’. Ainda segundo a instituição, ninguém se feriu no tiroteio. “A ocorrência não tinha relação com o trabalho de segurança das instalações realizado pela Força Nacional”, acrescenta a nota.
Após os disparos dos bandidos, a equipe da Força Nacional revidou, dando início a uma troca de tiros. Nenhum bandido foi preso.
Um áudio gravado pelos próprios policiais que foram atacados confirmou a ação dos criminosos, que aconteceu a 31 dias dos Jogos Olímpicos.
“Passamos por uma troca de tiros onde tivemos que efetuar disparos. Fomos alvejados na viatura, somente no retrovisor. Graças a Deus conseguimos sair ilesos”, disse um soldado da FNS.
O ataque sofrido pela equipe preocupou especialistas em segurança pública e autoridades. Para o ex-secretário Nacional de Segurança, coronel José Vicente da Silva Filho, o caso deve ser investigado para que novos ataques não aconteçam. “É preocupante, pois quando uma força desta natureza com todo este aparato chega a um lugar, os bandidos se recolhem. Desta vez atacaram. Tem que observar se foi um fato isolado ou então uma retaliação de facções criminosas”, comentou José Vicente, acrescentando que a sensação de insegurança na cidade cresce depois que autoridades políticas reconhecem problemas como falta de gasolina nos carros da polícia.
Conhecido como ‘linha dura’, o coronel da PM Paulo César Lopes é mais radical. “Quem vai e deve atuar nas Olimpíadas é as Forças Armadas. A Força Nacional é um blefe, onerosa, fictícia e disfuncional. Para evitar novos ataques, o mais razoável é que retornem ao seus estados de origem”, afirmou.
Tropa que virá ao Rio terá 3 mil homens a menos que o previsto
A chegada de parte do efetivo da Força Nacional à cidade foi anunciada nesta terça-feira na Arena Carioca I, no Parque Olímpico, na Barra. Os agentes assumiram a segurança das 50 instalações que vão sediar a competição, mas segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública, dos 9,6 mil homens prometidos, apenas 5 mil serão disponibilizados. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, informou que mais mil policiais militares de São Paulo vão reforçar o time e afirmou que os espaços olímpicos serão totalmente seguros para os visitantes.
“Garanto que nós temos todo o efetivo necessário para realização das funções que nos foram atribuídas: segurança interna, segurança patrimonial e segurança perimetral”, declarou.
De acordo com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o efetivo das Forças Armadas será reforçado. Cerca de 21 mil homens vão suprir possíveis deficiências em outras áreas, e haverá, inclusive, reforço da segurança nos aeroportos.
O ministro Alexandre de Moraes disse que não há indicativos de ataque terrorista na cidade durante os Jogos, mas como em qualquer outro lugar do mundo, existe a possibilidade. “As agências de inteligência estão atuando em conjunto. E por existir uma possibilidade, estamos trabalhando como se houvesse probabilidade, ou seja, com todos os mecanismos modernos de inteligência, de prevenção, de troca de informações e de rastreamento”, falou o ministro da Justiça.
Ele disse que conta ainda com a atuação plena das policiais estaduais, uma vez que os salários estão sendo acertados.
Fonte: IG



