Articulação entre os pré-candidatos ao Planalto surge como tentativa de conter o favoritismo de Lula e Flávio Bolsonaro.
Pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (27) que existe a possibilidade de ele e o também pré-candidato Romeu Zema (Novo) se unirem em uma única chapa. A declaração ocorreu um dia após o próprio político mineiro também admitir a composição.
Apesar de reconhecerem que discutiram a aliança, nenhum dos dois cravou quem cederia para ocupar a vaga de vice. “Com a última pesquisa que nós conversamos, existe esse sentimento e ele é uma pessoa aberta. Então, nós estamos realmente avaliando isso”, declarou Caiado.
“Nesse momento, as duas candidaturas [Flávio e Lula] estão numa posição — temos humildade de reconhecer — bem acima de nós. No momento em que nós unirmos as forças, elas poderão chegar fortes só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno?”, acrescentou o goiano.
‘Não poderia ser o contrário?’
Zema, que já foi especulado como possível vice de Flávio Bolsonaro (PL), tem afirmado que levará sua candidatura até o fim. Questionado nesta terça-feira (26) se aceitaria ser vice de Caiado, o ex-governador de MG questionou, em tom bem-humorado: “Não poderia ser o contrário?”.
O político do Novo indicou que a definição sobre alianças deve ocorrer mais adiante, conforme o cenário político evoluir.
“Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data limite. Porque, na política, é na meia-noite da data limite que as coisas costumam ser definidas, infelizmente”, afirmou, em referência ao calendário da Justiça Eleitoral, que estabelece o dia 15 de agosto como prazo final para o registro dos candidatos.
Na última pesquisa Datafolha, Caiado marcou 4% das intenções de voto e Zema, 3%. Eles estão distantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera com 40%, e de Flávio Bolsonaro, que tem 31%.
Fonte: R7

