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sábado, 19 de setembro, 2026

Rui Costa Pimenta: propostas de campanha focam em direitos trabalhistas e ampliação da saúde pública

O candidato à Presidência da República pelo Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, apresentou um plano de governo detalhado, abordando 15 eixos temáticos que incluem o mercado de trabalho, reforma agrária, habitação e saúde. Suas propostas visam uma ampliação significativa dos direitos trabalhistas e um reforço substancial nas verbas destinadas à saúde pública.

Na área da saúde, o plano de Pimenta prevê um aumento substancial no financiamento público, a implementação de um plano de emergência para a construção de novos hospitais e postos de saúde em todo o território nacional, além da contratação de profissionais através de programas como o Mais Médicos. Para suprir a demanda por profissionais, o PCO propõe a abertura imediata de centenas de cursos de medicina e enfermagem em universidades públicas, com livre acesso e sem a necessidade de vestibular.

Em relação à educação, o programa defende a estatização do ensino privado, o fim dos vestibulares e um aumento nas verbas para a educação pública. Os professores teriam a jornada de trabalho limitada a 30 horas semanais.

As políticas habitacionais propostas incluem a expropriação de imóveis vagos de especuladores, a proibição de despejos e a construção de milhões de novas moradias.

A reforma agrária é outro ponto central da campanha de Rui Costa Pimenta. O plano prevê o assentamento imediato de milhões de sem-terra e a demarcação de terras indígenas em disputa. O candidato também defende o direito ao armamento para trabalhadores do campo e indígenas.

Na economia, as propostas incluem o cancelamento de todas as privatizações, uma redução de 50% no preço dos combustíveis, o fim da política de paridade com o dólar, reposição integral de 100% das perdas salariais e a taxação de grandes fortunas. Aposentadorias e pensões seriam reajustadas com reposição integral de perdas. Haveria também um aumento emergencial de 50% em todos os salários, um salário mínimo de R$ 7,5 mil, e o Bolsa Família no valor de um salário mínimo. Dívidas de trabalhadores com o sistema financeiro seriam anuladas, assim como a independência do Banco Central. Impostos sobre consumo e salários seriam extintos, com tributação focada nos ganhos de capitalistas e grandes fortunas.

No âmbito trabalhista, Pimenta propõe o cancelamento da reforma trabalhista e das reformas previdenciárias. A aposentadoria seria possível após 25 anos de trabalho para mulheres e 30 para homens, com reajustes que repõem 100% das perdas. A jornada de trabalho seria reduzida para um máximo de 35 horas semanais. Trabalhadores demitidos receberiam um salário-desemprego equivalente ao último salário, e despejos e cortes de serviços essenciais para desempregados seriam proibidos.