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Santa Casa investiga todas as quimioterapias dos últimos 3 anos

23/07/2014 08h50

Em entrevista coletiva na tarde de ontem, a médica afirmou que todos que trabalham no setor serão ouvidos

Correio do Estado

A investigação conduzida pela Santa Casa de Campo Grande sobre as mortes de pacientes quimioterápicos irá analisar o que ocorreu nos últimos três anos. A informação é da médica infectologista Priscila Alexandrino, presidente da comissão de óbito do hospital. Técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão em Campo Grande desde segunda-feira. Eles têm se debruçado sobre os prontuários médicos dos pacientes e colhido depoimentos de funcionários do Centro de Oncologia e Hematologia de Mato Grosso do Sul, clínica que presta o serviço de quimioterapia à Santa Casa de Campo Grande.

Em entrevista coletiva na tarde de ontem, a médica afirmou que todos que trabalham no setor serão ouvidos. Familiares de pacientes também estão deponto à comissão interna da Santa Casa, instituída após os casos de óbitos virem à tona. Quatro pessoas morreram após sessões de quimioterapia no maior hospital do Estado. A investigação deve analisar todos os protocolos e procedimentos adotados no setor de quimioterapia do hospital nos últimos três anos. O serviço de quimioterapia da Santa Casa é terceirizado.

Hoje, é comandando pelo Centro de Oncologia, pertencente ao médico Adalberto Siufi, preso no ano passado pela Polícia Federal por porte ilegal de arma e investigado por mau uso de recursos federais no tratamento de pacientes com câncer. Ele foi diretor do Hospital de Câncer Alfredo Abrão. A Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul de Mato Grosso do Sul pediu que os Ministérios Públicos Federal e Estadual investigassem os últimos 12 meses de trabalho do setor de oncologia do hospital.

Priscila Alexandrino é quem comanda a investigação na Santa Casa.Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado