27/11/2014 07h20
O Nacional espera agora quem passar do duelo entre Boca Juniors e River Plate, que se enfrentam na quinta
UOL
Em uma noite de muita chuva, com queda de energia elétrica e uma pressão incrível emanada da arquibancada lotada do Morumbi, o São Paulo venceu o jogo, mas perdeu nos pênaltis e foi eliminado pelo Atlético Nacional na Copa Sul-Americana. A vitória por 1 a 0 (gol de Paulo Henrique Ganso, cobrando falta) no tempo normal levou a decisão às penalidades porque havia sido o mesmo placar do jogo da ida, mas a favor dos colombianos.
No duelo da volta, os colombianos se defenderam bem e conseguiram conter a pressão são-paulina no tempo normal para levar aos pênaltis. No momento decisivo, o São Paulo falhou. Erraram suas cobranças Alan Kardec (que escorregou no gramado molhado do Morumbi) e Rafael Toloi. Rogério Ceni fez o seu, assim como todos os colombianos, que acabaram vencendo por 4 a 1.
O Nacional espera agora quem passar do duelo entre Boca Juniors e River Plate, que se enfrentam na quinta. O jogo da ida terminou em empate sem gols.
Fases do jogo. Como se esperava, o São Paulo começou todo no ataque, mas, embora tenha dominado a posse de bola durante quase todo o primeiro tempo, chegava pouco ao ataque. Uma chute de Luis Fabiano parou nas mãos do goleiro Armani, e Michel Bastos teve a chance de abrir o placar, mas bobeou na grande área e permitiu o corte do zagueiro. Os colombianos, fechados na defesa, levavam perigo em contra-ataques. Não fizeram o primeiro gol para calar o Morumbi, apenas graças a um milagre de Rogério Ceni no final da etapa inicial.
Com um meio-campo congestionado, o São Paulo contava com a inspiração de Paulo Henrique Ganso para furar a defesa com seus passes precisos. No início do segundo tempo, ele deixou Michel Bastos na cara do goleiro, mas o são-paulino chutou fraco e perdeu o gol. Logo depois, o mesmo Ganso levantou na área e a bola passou por todo mundo, inclusive pelo goleiro colombiano e morreu apenas na rede. Como o gol levava a decisão para os pênaltis, o São Paulo continuou pressionado e, empurrado pela torcida teve duas chances incrivelmente desperdiçadas.
Primeiro, Kaká ajeitou a bola dentro da área e, sem goleiro embaixo da trave, não conseguiu fazer o gol, acertando a trave. No ataque seguinte, Michel Bastos, sozinho na área, chutou pelo alto. A torcida se desesperou. O time também. Com menos técnica e mais coração, os jogadores foram para cima, mas não conseguiram fazer o segundo, que evitaria as penalidades máximas.


