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domingo, 18 de outubro, 2026

Sargento ex-Segov interferia até em promoção de oficiais da PM, diz Gaeco

Ricardo Campos Figueiredo tentou interferir na escolha do comandante da Polícia Rodoviária Estadual, segundo denúncia

09/09/2018 08h10 – Midiamax

Acusado de ser líder do grupo que dava suporte a contrabandistas de cigarros, o 2º sargento da Polícia Militar Ricardo Campos Figueiredo interferia informalmente na promoção e transferência de colegas policiais militares, inclusive oficiais, conforme investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) durante a Operação Oiketicus.

Detalhes sobre a atuação do sargento são descritos na denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) contra Ricardo Campo pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O documento possui trechos de conversas registrados durante interceptação telefônica.

A justificativa para tamanha influência do 2º sargento é justificado pela “sua proximidade com o alto escalão do Poder Executivo”, já que fazia a segurança velada do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o acompanhava nos mais variados eventos e, com isso, tinha posição destacada na organização criminosa, conhecida como “Máfia dos Cigarreiros”.

Após ser preso durante a operação, Ricardo foi exonerado do cargo vinculado à Secretaria de Governo. No entanto, quando estava nesta posição “tinha certa ingerência” de colegas dentro da estrutura organizacional da Polícia Militar do Estado.

“Tanto é verdade que, durante as investigações, foram registrados diálogos do denunciado com outros policiais militares envolvidos com o contrabando, nos quais lhe solicitam auxílio para promoções e transferências”, diz trecho da denúncia.

Prisão

Figueiredo foi preso no dia 16 de maio acusado de obstrução de Justiça e por porte ilegal de armas. Chegou a ser solto no dia 19, mas voltou à prisão no dia 24 de maio, quando o MP-MS (Ministério Público Estadual) recorreu e requereu a detenção, alegando que ele destruiu celulares enquanto agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpriam mandado de busca e apreensão na residência do PM.

Ao todo, a Operação Oiketicus prendeu 29 policiais militares, entre praças e oficiais, por supostamente integrarem esquema de contrabando de cigarro na região fronteiriça. Eles foram acusados dos crimes de corrupção passiva, cuja previsão de pena é 12 anos de prisão mais multa, e organização criminosa com pena de até 8 anos de reclusão.

Outros processos

Ricardo Campos Figueiredo reponde a processo por obstrução de Justiça ao destruir celulares que deveriam ser apreendidos no dia da operação e tem uma segunda denúncia por porte ilegal de armas apresentada pelo promotor Clóvis Amauri Smaniotto em 15 de junho.

O promotor afirma que no dia da operação em que o sargento destruiu os celulares, no dia 16 de maio, ele tinha em sua posse um revólver calibre .44 de fabricação espanhola, nove munições de fuzil 762 e uma pistola calibre .40 niquelada com dois carregadores e sem munições.

Prisão

Figueiredo foi preso no dia 16 de maio acusado de obstrução de Justiça e por porte ilegal de armas. Chegou a ser solto no dia 19, mas voltou à prisão no dia 24 de maio, quando o MP-MS (Ministério Público Estadual) recorreu e requereu a detenção, alegando que ele destruiu celulares enquanto agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpriam mandado de busca e apreensão na residência do PM.

Ao todo, a Operação Oiketicus prendeu 29 policiais militares, entre praças e oficiais, por supostamente integrarem esquema de contrabando de cigarro na região fronteiriça. Eles foram acusados dos crimes de corrupção passiva, cuja previsão de pena é 12 anos de prisão mais multa, e organização criminosa com pena de até 8 anos de reclusão.

Outros processos

Ricardo Campos Figueiredo reponde a processo por obstrução de Justiça ao destruir celulares que deveriam ser apreendidos no dia da operação e tem uma segunda denúncia por porte ilegal de armas apresentada pelo promotor Clóvis Amauri Smaniotto em 15 de junho.

O promotor afirma que no dia da operação em que o sargento destruiu os celulares, no dia 16 de maio, ele tinha em sua posse um revólver calibre .44 de fabricação espanhola, nove munições de fuzil 762 e uma pistola calibre .40 niquelada com dois carregadores e sem munições.

Ricardo Campo Figueiredo é apontado como líder da organização criminosa. (Foto: Arquivo)