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sábado, 17 de outubro, 2026

Saúde desenvolve campanha de prevenção a leishmaniose visceral

06/08/2015 16h20

Equipe da Saúde desenvolveu ações na Vila Renô

Divulgação

A Secretaria Municipal de Saúde de Ponta Porã, através da gerência de Vigilância em Saúde, setores de endemias e controle de vetores, epidemiologia, Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), e Vigilância Sanitária, desenvolveu nesta quarta-feira durante todo o dia na Vila Renô, uma campanha de prevenção a leishmaniose visceral, uma doença grave que se não for tratada pode levar a morte em até 90% dos casos humanos.

De acordo com a Gerência de Vigilância em Saúde de Ponta Porã, as ações foram desenvolvidas na Vila Renô porque é justamente nesta região que foi detectado um caso de leishmaniose em humano. A Secretaria Municipal de Saúde reuniu os setores para fazer trabalho de campo, vistoriando os quintais de todas as casas.

As principais vítimas da leishmaniose são as crianças, mas acomete também cães. Ela é uma doença transmitida pela fêmea do flebótomo (uma espécie de mosquito), quando esta pica cães infectados e, posteriormente, pica humanos. No Brasil, até o momento não há registro de transmissão entre humanos.

Em humanos, alerta a Secretaria Municipal de Saúde, os principais sintomas são: febre irregular de longa duração (mais de 7 dias), falta de apetite, emagrecimento e fraqueza, barriga inchada pelo aumento do fígado e do baço, com o passar do tempo.

Os cães podem ficar infectados por vários anos sem apresentarem sinais clínicos. Estes cães são fontes de infecção para o inseto transmissor e, portanto, um risco à saúde de todos. A única forma de detectar a infecção nestes animais é através dos exames de laboratório específicos.

Outras informações importantes referem-se aos sinais clínicos nos cães, que quando acometidos apresentam apatia, lesão de pele, queda de pelos, inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas, emagrecimento, lacrimejamento e crescimento anormal das unhas.

Para evitar a proliferação da Leishmaniose Visceral, as pessoas podem em primeiro lugar, evitar a criação e proliferação do inseto vetor da doença, que se reproduz no meio de matéria orgânica e em criadouros de animais. Para isso deve-se: evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana; manter a casa e o quintal livres de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de animais, restos de madeira e frutas; todo esse lixo deve ser embalado e fechado em sacos plásticos; os proprietários de terrenos desocupados devem adotar as mesmas medidas.

É importante ressaltar que apesar de ser uma doença grave, a Leishmaniose Visceral tem tratamento para humanos. É gratuito e está disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Foto: Lucho Rocha