04/07/2014 18h
O próximo jogo será na terça-feira contra a Alemanha em Belo Horizonte.
UOL
Os seis dias entre a partida das oitavas de final contra o Chile e a das quartas contra a Colômbia foram pautados praticamente por um só assunto para a seleção brasileira: o estado psicológico dos jogadores. Se alguns se emocionaram durante a disputa de pênaltis, e outros durante o hino nacional à capela, houve quem usasse isso para acusar a equipe de despreparo emocional.
Pois bem: Luiz Felipe Scolari e Neymar falaram sobre isso em suas entrevistas coletivas, o resto foi esquecido e o time aproveitou para entrar totalmente mudado para o duelo com a Colômbia. Resultado? Vitória por 2 a 1 e a vaga nas semifinais do Mundial que sedia. Será a primeira semifinal do Brasil desde 2002.
E o gols do triunfo não poderiam ser mais simbólicos: o 1°, de Thiago Silva, logo no início do jogo, do capitão que assumiu que não queria bater pênalti contra o Chile, que sentou em uma bola e, emocionado, chorou; e o 2°, de David Luiz, o provável capitão da semifinal, já que Thiago está suspenso (Júlio César também é candidato), em linda cobrança de falta. Se redimiram, se é que essa é a palavra para justificar um momento de emoção, e não de fraqueza, como aquele contra o Chile. Na próxima terça-feira, Brasil e Alemanha duelarão pela segunda vez na história das Copas, em Belo Horizonte. Vale a vaga para a tão sonhada final, para apagar qualquer maldição que possa existir desde 1950.
Chave do jogo: Os defensores brasileiros.
Thiago Silva e David Luiz tiveram ótimas atuações na defesa e, para substituir a inoperância de Oscar e Fred, e a fraca atuação de Neymar, foram ao ataque para dar a vaga à seleção. Thiago Silva mostrou que tem oportunismo, já que tocou a bola para o gol colombiano após quatro zagueiros rivais deixarem passar. Já David Luiz mostrou talento com a bola no pé: cobrança espetacular de falta, no ângulo.
Para lembrar:
James Rodriguez, um dos melhores jogadores da Copa até as quartas de final – e artilheiro, com seis gols -, vive uma maldição particular: ele nasceu no dia 12 de julho de 1991, um dia antes da última vitória colombiana sobre o Brasil (2 a 0 pela Copa América). Não conseguiu quebrá-la em Fortaleza.
Com a classificação, o Brasil evitou igualar seu recorde de Copas seguidas sem aparecer entre os quatro melhores: isso só aconteceu uma vez, entre as Copas de 1982 e 1990.
O gol de Thiago Silva foi o primeiro de um capitão da seleção em Copas desde Raí, em 1994 – o meia começou a copa como titular e capitão, perdendo depois a vaga no time para Mazinho e a faixa para Dunga. Dunga, em 1994 e 1998, Cafu, em 2002 e 2006, e Lúcio, em 2010, não marcaram usando a braçadeira.



