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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Senadores pretender adiar votação de novo ministro do STF indicado por Bolsonaro


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Tática seria protelar a votação até 2022, com isso, o presidente Jair Bolsonaro não indicaria outro magistrado 'terrivelmente evangélico'
Reprodução/Flickr

Tática seria protelar a votação até 2022, com isso, o presidente Jair Bolsonaro não indicaria outro magistrado ‘terrivelmente evangélico’

Parlamentares oposicionistas – e alguns deles  alinhados com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – já discutem a possibilidade da não realizar a votação do próximo ministro do Marco Auréllio Mello no Supremo Tribunal Federal ( STF ), que se aposentará em julho. A intenção seria de simplesmente ignorar a indicação presidencial. As informações são da jornalista Mônica Bergamo.

Caso a escolha seja de colocar o advogado-geral da União na Suprema Corte, André Mendonça, os senadores podem ‘sentar em cima’ da votação sob o argumento de que há pautas com uma maior urgência para debater.

A intenção é não barrar a escolha – e se indispor com o setor evangélico – mas esperar até a definição eleitoral ocorrer em 2022.


O movimento é parecido com o que a Suprema Corte americana realizou em 2016, quando Barack Obama – em fim de mandato – indicou Merrick Garland para a o maior tribunal do país. Os senadores ‘enrolaram’ por 293 dias e não chancelaram a indicação de Obama. Com isso, o candidato republicano Donald Trumo venceu as eleições e, no ano seguinte, realizou a indicação de Neil Gorsuch.