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sábado, 17 de outubro, 2026

Servidora teve corpo queimado por amante e rival, segundo a polícia

Nathália Alves estava desaparecida há mais de 50 dias

07/09/2019 06h30 – Correio do Estado

Após semanas de investigação sobre o desaparecimento da servidora pública de Porto Murtinho, Nathália Alves Corrêa Baptista, de 27 anos, que estava desaparecida há 53 dias, a Delegacia da Polícia Civil de Porto Murtinho e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH), realizou a reprodução simulada dos fatos, que comprovaram que a vítima foi morta e em seguida teve o corpo queimado nos fundos da residência da rival, Regiane Marcondes Machado, de 33 anos, que confessou o crime.

A reprodução foi realizada com a presença de peritos criminais do Instituto de Criminalística de Campo Grande, com base nos depoimentos de Regiane primeira amante de José Romero, 37 anos, também suspeito de matar Nathália. Regiane, já presa confessou que participou do crime apenas na incineração do corpo o qual ocorreu nos fundos de sua residência. Após queimar o corpo da vítima com grande quantidade de carvão, os suspeitos fizeram um piso de concreto para tentar ocultar os restos mortais da vítima.

Durante a reprodução simulada, o concreto foi quebrado e peneirado pelos peritos criminais, que localizaram alguns vestígios que podem ser restos mortais de Nathália. O material foi encaminhado para análise no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).

Regiane que já estava presa temporariamente, por suspeita de envolvimento no sumiço e morte de Nathália, foi indiciada por destruição, subtração e ocultação de cadáver. Porém, a Polícia Civil não descarta o envolvimento da acusada na morte da vítima. O suspeito José Romero, também teve a prisão temporária decretada e segue preso, à disposição da Justiça. Ele posteriormente vai ser indiciado pelo crime de feminicídio.

ENTENDA

De acordo com o delegado responsável pelo caso, João Cléber Dorneles, a vítima foi vista pela última vez por volta das 20h30 do dia 15 de junho, na casa de uma amiga, para a qual teria dito que iria em uma pousada de Porto Murtinho, encontrar com José com quem mantinha um relacionamento. Depois disso, como Nathália não retornou para casa, a família procurou a polícia para denunciar o desaparecimento.

Conforme informado por Regiane, que também mantinha um relacionamento com José, as duas haviam se desentendido meses antes e que no dia em que Nathália desapareceu, ela foi chamada na pousada pelo amante, que era administrador do local, onde já teria encontrado a vítima sem vida.

Regiane afirma que para e proteger o amante, ajudou no transporte do corpo para uma residência do Bairro Nossa Senhora Aparecida, em Porto Murtinho, onde foi incinerado, pelo casal, sob forte combustão e por várias horas. A polícia destaca uma testemunha que presenciou uma fogueira queimando por horas. O local onde o corpo foi queimado foi concretado, com a construção de uma pequena área de lazer.

Conforme o delegado, Regiane confessa somente parte do crime.” Ela alega que apenas ajudou no transporte do corpo e na incineração, que segundo ela teve participação de José, e o aponta como o responsável pela morte de Nathália alegando que ele estava sendo chantageado pela mesma”, disse.

Já José Romero, conforme o delegado, nega qualquer envolvimento no crime, dizendo que foi Regiane que matou e queimou o corpo da vítima por ciúmes, uma vez que ela descobriu que ele estava tendo um caso com Nathália e que ela teria sido auxiliada por um terceiro desconhecido. “O caso só deve ser concluído quando os laudos periciais estiverem prontos e, após a realização de novas diligências, uma vez que não está descartado o envolvimento de outras pessoas no crime”, finalizou.

A reprodução foi realizada com a presença de peritos criminais do Instituto de Criminalística de Campo Grande - Foto: Reprodução/Polícia Civil