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domingo, 18 de outubro, 2026

Sob pressão de Musk, conselho do Twitter recomenda venda da empresa


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Conselho do Twitter recomenda que acionistas aceitem oferta de Musk
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Conselho do Twitter recomenda que acionistas aceitem oferta de Musk

O conselho do Twitter recomendou acionistas, em decisão unânime, que aprovem a oferta de Elon Musk de US$ 44 bilhões, oito dias antes da data marcada para a votação. A recomendação acontece em meio a declarações do bilionário sobre voltar atrás ou renegociar sua decisão.

Na segunda-feira (16), Musk levantou a hipótese de reduzir a oferta inicial de US$ 54,20 por ação, dizendo que um acordo a um preço mais baixo não estaria “fora de questão”.

O empresário bilionário está levantando dúvidas sobre os dados divulgados publicamente do Twitter sobre a porcentagem de spam e contas falsas em seu serviço de mídia social, alegando que representam mais de 20% de todos os usuários. Nesta terça-feira (17),  Musk publicou que só seguiria em frente com a oferta se o Twitter pudesse provar que o número de “bots” é inferior aos 5%, valor informado anteriormente pela empresa.

Declaração do conselho

Em declaração, o Twitter disse que está “comprometido em concluir a transação no preço e nos termos acordados o mais rápido possível”.

O conselho divulgou detalhes relevantes relacionados à oferta de Musk, incluindo como ele pretende financiar a compra, os bastidores dos eventos entre o empresário bilionário e a liderança executiva do Twitter que levaram à oferta e o que acontecerá com as ações detidas pelos funcionários do Twitter e executivos se a oferta for finalizada.

Os conselheiros citaram fatores que influenciaram na decisão de recomendar que os acionistas aprovem o acordo, incluindo uma melhoria no posicionamento competitivo do Twitter e as perspectivas de se tornar uma empresa independente, e a crença do conselho de que o acordo tem grandes chances de ser consolidado.

Também foram listados alguns riscos associados ao modelo de negócios do Twitter caso continuasse uma empresa de capital aberto, como o desafio de “fazer investimentos, mudanças operacionais e melhorias (incluindo reduções de custos) para alcançar crescimento e lucratividade de longo prazo”, e “a desafios históricos para a capacidade do Twitter de aumentar a receita de publicidade”.

O documento continuou dizendo que nenhuma das possíveis alternativas estratégicas para a fusão provavelmente apresentaria melhores oportunidades para o Twitter criar maior valor para seus acionistas.

A SEC (órgão dos EUA que equivale à Comissão de Valores Mobiliários) ainda vai revisar o acordo  – embora a agência reguladora geralmente não tenha o poder de impedir fusões corporativas ou transações privadas – e os acionistas votarão na aprovação na assembleia anual de acionistas do Twitter no dia 25 de maio.

Tuítes de Musk

O empresário tem usado a própria rede social em negociação para publicar suas expectativas em relação a ela. Nesta terça-feira, ele tuitou que pagar um preço mais baixo pela rede social “não está fora de questão” e que não vai manter sua proposta de aquisição por US$ 44 bilhões se a plataforma não comprovar que tem menos de 5% de contas falsas.

Na semana passada, ele  havia dito que a oferta da rede social estava “temporariamente suspensa” devido à possibilidade de que os números sobre perfis falsos e de robôs estivessem subestimados. O próprio Twitter admitiu que teria de revisar as estatísticas.

Após a declaração de Musk feita hoje, as ações do Twitter recuaram 3% nas operações de pré-mercado em Nova York (ou seja, antes da abertura regular do pregão). Na véspera, os papéis já haviam recuado 8%, para US$ 37,39. O valor é bem abaixo do que os US$ 54,2 que Musk concordou em pagar pela empresa.

Cada vez que as ações caem, a empresa fica mais “barata”. Na sexta-feira passada, os papéis do Twitter chegaram a cair 20% após o empresário ter declarado pela primeira vez – em tuíte na própria plataforma – que poderia suspender sua proposta.

Muitos analistas acreditam que Musk tem tornado pública uma suposta hesitação no negócio justamente para barganhar, ou seja, para fazer com que o Twitter aceite um valor menor pela compra.