
Mais três óbitos pela arbovirose foram confirmados nos municípios de Jardim, Fátima do Sul e Dourados.
Mato Grosso do Sul já registrou 4.281 casos prováveis de chikungunya, sendo 2.102 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2026. Ao todo, já foram registrados dez óbitos pela doença, sendo seis em Dourados, duas em Jardim, uma em Bonito e a última em Fátima do Sul. Além destes, mais quatro mortes estão sob investigação.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou mais três óbitos pela arbovirose, registrados nos municípios de Dourados, Fátima do Sul e Jardim. Todas eram mulheres, de 55, 82 e 94 anos, respectivamente.
Estes dados foram apresentados no boletim referente à 13ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta sexta-feira (10).
Se manter a constância de casos e óbitos, a tendência é que este seja o ano com maior número de mortes pela arbovirose na série histórica (2015 – 2026). Os dez registros ficam atrás apenas dos 17 de 2025.
Os municípios com mais casos confirmados de chikungunya são:
1 – Dourados – 766
2 – Fátima do Sul – 509
3 – Jardim – 251
4 – Sete Quedas – 101
5 – Bonito – 69
6 – Aquidauana – 48
7 – Amambai – 37
8 – Corumbá e Guia Lopes da Laguna- 31
9 – Paraíso das Águas – 30
10 – Vicentina – 29

Entre 4.281 casos prováveis, o boletim epidemiológico aponta que a maioria dos afetados faz parte da faixa etária entre os 10 a 19 anos, equivalente a 18,59%.
Ações em Dourados
Mais de R$ 3,1 milhões foram mobilizados pelo Governo Federal em diversas frentes que incluem a assistência humanitária para atender à população de Dourados afetada pela emergência sanitária causada pelo vírus Chikungunya.
Entre as ações está a distribuição de 6 mil cestas de alimentos que serão entregues em abril, maio e junho. Deste total, duas mil unidades já foram recebidas pela população. A finalidade é garantir segurança alimentar às famílias indígenas diante do agravamento da situação sanitária.
A iniciativa tem foco prioritário nas comunidades indígenas, onde se concentra a maior parte dos casos e a totalidade dos óbitos em Dourados. As ações são coordenadas entre Ministério da Saúde, Ministério dos Povos Indígenas, Funai, MDS, Defesa Civil e o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-MS).
O Ministério da Saúde autorizou a contratação emergencial de 50 Agentes de Combate às Endemias (ACEs) para atuação no município. Desse total, 20 agentes já foram treinados e iniciam atuação imediata em campo. Outros 30 passam por capacitação e entram em operação na sequência.
O Ministério da Defesa mobilizou o Exército Brasileiro para oferecer apoio às ações. São 40 militares e cinco viaturas já posicionados em Dourados, ampliando a capacidade logística e operacional das equipes em campo para operação de controle do vetor.
No campo do saneamento, foi autorizada a ampliação do sistema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com execução pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), para garantir acesso à água potável e melhorar as condições sanitárias.
Fonte: Correio do Estado
