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sábado, 17 de outubro, 2026

Sonhos, por Alci Massaranduba

Alci Massaranduba
Bacharel em Administração de Empresas, Especialista em Gestão de Negócios, Acadêmico do
curso de Matemática, autor dos livros: Minha Vida de Carteiro e Pensamentos de um Carteiro

06/03/2019 17h10 – DN

Sonhei que as cores iam muito além daquelas do arco íris;

Sonhei que as crianças apenas sorriam envoltas pelo afeto;

Sonhei que as ruas eram um habitat naturalmente seguro;

Sonhei que a cor da pele era apenas uma simples frase;

Sonhei que o significado de pobreza estava restrito apenas aos dicionários;

Sonhei que todas as doenças faziam parte de uma remota realidade;

Sonhei que os presídios se tornaram em moradias aconchegantes;

Sonhei que as armas usadas eram apenas a mera ironia;

Sonhei que o alimento chegava a todas as mesas;

Sonhei que havia um profundo respeito entre pais e filhos;

Sonhei que a corrupção tinha sido extinta da humanidade;

Sonhei que todos tinham aquilo que pode ser chamado de lar;

Sonhei que não havia barreiras geográficas entre as pessoas;

Sonhei que a empatia era palpável;

Sonhei que a solidariedade estava disseminada entre todos os povos;

Sonhei que a violência era um termo totalmente desconhecido;

Sonhei que o amor era a força motriz que nos movia;

Sonhei que todos os seres vivos eram tratados com respeito;

Sonhei que o meio ambiente era naturalmente preservado;

Sonhei que viver era o desejo de todos;

Sonhei que as lágrimas sinalizava apenas alegria;

Sonhei que o mundo estava envolto por um caloroso abraço;

Sonhei, sonhei, sonhei…

O triste foi acordar abismado e perceber que tudo continua exatamente como ontem. E agora?

Alci Massaranduba

Bacharel em Administração de Empresas, Especialista em Gestão de Negócios, Acadêmico do
curso de Matemática, autor dos livros: Minha Vida de Carteiro e Pensamentos de um Carteiro

Sonhos, por Alci Massaranduba