Alci Massaranduba
Bacharel em Administração de Empresas, Especialista em Gestão de Negócios, Acadêmico do
curso de Matemática, autor dos livros: Minha Vida de Carteiro e Pensamentos de um Carteiro
06/03/2019 17h10 – DN
Sonhei que as cores iam muito além daquelas do arco íris;
Sonhei que as crianças apenas sorriam envoltas pelo afeto;
Sonhei que as ruas eram um habitat naturalmente seguro;
Sonhei que a cor da pele era apenas uma simples frase;
Sonhei que o significado de pobreza estava restrito apenas aos dicionários;
Sonhei que todas as doenças faziam parte de uma remota realidade;
Sonhei que os presídios se tornaram em moradias aconchegantes;
Sonhei que as armas usadas eram apenas a mera ironia;
Sonhei que o alimento chegava a todas as mesas;
Sonhei que havia um profundo respeito entre pais e filhos;
Sonhei que a corrupção tinha sido extinta da humanidade;
Sonhei que todos tinham aquilo que pode ser chamado de lar;
Sonhei que não havia barreiras geográficas entre as pessoas;
Sonhei que a empatia era palpável;
Sonhei que a solidariedade estava disseminada entre todos os povos;
Sonhei que a violência era um termo totalmente desconhecido;
Sonhei que o amor era a força motriz que nos movia;
Sonhei que todos os seres vivos eram tratados com respeito;
Sonhei que o meio ambiente era naturalmente preservado;
Sonhei que viver era o desejo de todos;
Sonhei que as lágrimas sinalizava apenas alegria;
Sonhei que o mundo estava envolto por um caloroso abraço;
Sonhei, sonhei, sonhei…
O triste foi acordar abismado e perceber que tudo continua exatamente como ontem. E agora?
Alci Massaranduba
Bacharel em Administração de Empresas, Especialista em Gestão de Negócios, Acadêmico do
curso de Matemática, autor dos livros: Minha Vida de Carteiro e Pensamentos de um Carteiro


