26/02/2014 10h50
Depois do Susto funcionários voltaram a trabalhar.
Campograndenews
A suspeita de bomba nos Correios Central, na Avenida Ernesto Geisel, que mobilizou o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), era um secador de cabelo e um rádio de pilha ligado. Os policiais entraram em contato com a Polícia Militar de Ponta Porã e conseguiram identificar o remetente que confirmou o que havia na encomenda. A ação durou duas horas.
O tenente Ronaldo Moreira do grupamento de bombas, disse que os policiais foram abrindo aos poucos a caixa até confirmar o que havia no local. “Pelas características poderia ser um artefato”, diz. A encomenda foi aberta depois que a remetente autorizou a abertura, com a condição que os aparelhos chegassem ao destino final.
De acordo com o gerente de segurança empresarial, Márcio Nei Mendes Moreira, por volta das 7h, um Operador de Triagem e Transbordo preparava as correspondências, quando ao passar uma mala de Ponta Porã pelo Raio X percebeu que havia algo de suspeito no interior da encomenda.
Pelo aparelho, o funcionário conseguiu visualizar um objeto com alguns fios, além disso, o aparelho no interior da mala fazia um barulho chiado, foi quando acionou a gerência e em seguida a Polícia. Depois de 2h, os policiais descobriram que o chiado era do rádio, que estava ligado e mal sintonizado.
Segundo Márcio, tem uma lista de coisas que não podem ser enviadas pelos Correios. Como por exemplo, animais raros, cinzas de pessoa morta, produtos tóxicos, no entanto, essas encomendas já foram flagradas por funcionários.
Produto tóxico – No mês passado, o vazamento da substância cloreto de tionila, nos Correios, deixou cinco funcionários com mal estar e todos precisaram de atendimento médico.
A encomenda seguia para UNB (Universidade de Nacional de Brasília), no Distrito Federal. Na ocasião, o trabalho do Corpo de Bombeiro levou cerca de 4h e os militares precisaram usar roupas especiais para colocar os frascos em um recipiente seguro e conter o vazamento.

