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Suspeitos em MS vão responder por homicídio doloso em lava-jato

18/03/2017 08h30

Procurador-geral de Justiça, Paulo Passos, encaminhou o inquérito ao TJ.

G1 MS

O procurador-geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos, encaminhou nesta sexta-feira (17) ao Tribunal de Justiça o inquérito que apura a morte de Wesner Moreira da Silva, de 17 anos , gravemente agredido dentro de um lava-jato em Campo Grande, no dia 10 de fevereiro. Ele pede a condenação do dono do lava-jato, Thiago Demarco Sena, e do funcionário Willian Henrique Larrea por homicídio doloso.

“Para que o promotor de Justiça ofereça denúncia, oficie, para punir, acusar e qualificar a conduta como de homicídio doloso, ou seja, com intenção ou com risco de causar o evento morte. Para que seja julgado diante do Tribunal do Juri de Campo Grande”, disse Paulo Passos.

Ele entendeu que os suspeitos tiveram a intenção de cometer a o crime e assumiram os riscos. O procurador-geral levou em conta as provas e a declaração de Wesner, que antes de morrer disse que a agressão no lava-jato não foi uma brincadeira.

Investigação

No dia 3 de fevereiro, o dono do lava-jato e o outro funcionário colocaram mangueira de compressão de ar perto do ânus do adolescente.

Wesner foi socorrido em estado grave. O jato de ar causou diversas lesões e fez o garoto perder parte do intestino. Ele ficou internado na Santa Casa de Campo Grande por 11 dias antes de morrer.

Enquanto esteve no hospital, o adolescente contou para a família detalhes sobre a agressão, disse que perdoava os suspeitos, mas pediu que eles fossem presos, segundo a família. Ele negou que a agressão tivesse sido uma brincadeira.

Thiago Demarco Sena e Willian Henrique Larrea não tinham ficha criminal.

Dono de lava jato e funcionário são suspeitos do abuso (Foto: Flávia Galdiole/ TV Morena)

Suspeitos em MS vão responder por homicídio doloso em lava-jato