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sábado, 17 de outubro, 2026

Tiro que matou Kathlen Romeu foi disparado por PM, conclui inquérito


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Tiro que matou Kathlen Romeu foi disparado por PM, conclui inquérito
Reprodução/redes sociais

Tiro que matou Kathlen Romeu foi disparado por PM, conclui inquérito

A investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) concluiu que o disparo que  matou Kathlen Oliveira Romeu, de 24 anos, partiu de um policial militar. A informação foi confirmada pelo namorado do jovem, Marcelo Ramos, nesta segunda-feira, nas redes sociais. No entanto, a especializada ainda não sabe quem foi o autor do disparo, já que em depoimento dois policiais afirmam ter efetuado disparos no momento do ocorrido. A conclusão do inquérito está previsto para ser concluído no início do ano que vem.

Em nota, a Civil informou ainda que as informações quanto ao encerramento do caso serão passadas assim que o mesmo for relatado e enviado ao Ministério Público. No seu perfil, o namorado de Kathlen escreveu: “Sabemos que a justiça do nosso país é lenta e falha, na maioria das vezes só funciona com muita cobrança. Cada pequena vitória é muito importante para nós, não só para o caso, mas de todas as pessoas vítimas desse Estado genocida”.

A jovem foi morta no dia 8 de junho, no Complexo do Lins, Zona Norte do Rio. A designer de interiores estava grávida de quatro meses. Nesta segunda-feira, o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar denunciou o capitão da Polícia Militar Jeanderson Corrêa Sodré, o 3° sargento Rafael Chaves de Oliveira e os cabos Rodrigo Correia de Frias, Cláudio da Silva Scanfela e Marcos da Silva Salviano por modificarem a cena no local onde Kathlen foi morta.

Segundo a denúncia, os policiais militares Chaves, Frias, Scanfela e Salviano retiraram, antes da chegada da perícia, o material que lá se encontrava, acrescentando 12 cartuchos calibre 9mm usados e um carregador de fuzil 556, com 10 munições intactas, que foram apresentados mais tarde na 26ª DP (Todos os Santos). Ainda de acordo com o documento, “Jeanderson Corrêa Sodré, estando no local dos fatos e podendo agir como superior hierárquico para garantir sua correta preservação, omitiu-se quando tinha por lei o dever de vigilância sobre as ações de seus comandados”.

“Ato contínuo, enquanto deveriam preservar o local de homicídio, aguardando a chegada da equipe de peritos da Polícia Civil, os denunciados Frias, Salviano, Scanfela e Chaves o alteraram fraudulentamente, realizando as condutas acima descritas, com a intenção de criar vestígios de suposto confronto com criminosos”, diz trecho da denúncia.

Os policiais militares Cláudio da Silva Scanfela, Marcos da Silva Salviano, Rafael Chaves de Oliveira e Rodrigo Correia de Frias foram denunciados por duas fraudes processuais e por dois crimes de falso testemunho. Já o policial militar Jeanderson Corrêa Sodré foi denunciado por fraude processual na forma omissiva.