Odir foi apontado como um dos líderes da quadrilha especializada em tráfico de cocaína.
O traficante Odir Fernando Santos Correa, condenado a pouco mais de 51 anos de prisão, pediu para que o julgamento feito pelo juiz federal aposentado Odilon Oliveira, fosse desconsiderado.
A defesa alega que Odilon atuou de forma parcial e pede a nulidade, desde a fase da investigação.
São sete motivos apontados para a suspeição do juiz. Um deles é a interceptação telefônica que foi feita por trinta dias durante onze meses, e não os 15 dias previstos na Lei.
O que, segundo o habeas corpus enviado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF), contraria à lei de interceptação.
Outra questão é a autorização para acesso ilimitado com senha por seis meses para policiais federais, que segundo a defesa é uma ilegalidade flagrante sem identificação de alvos.
A defesa enxergou também a apreensão de roupas, inclusive, peças de uso íntimo, sapatos e perfumes, como humilhante.
Outro apontamento da defesa é a entrevista do ex-juiz na casa de Odir Fernando, que acredita que foi uma exposição à mídia indevida.
” No dia 24 de junho de 2016 (a prisão do paciente fora em 9 de junho daquele mês e ano) ele ter dirigido até à residência do paciente (na rua Serra Nevada) com o fim de conceder entrevista à imprensa, sendo que desde o dia da “deflagração” da operação (9.6.2016) o processo se encontrava em “segredo de justiça”, conforme informado pela própria Polícia Federal”, diz parte do documento.
A defesa acredita que o direito de defesa foi violado e que teve ausência de apresentação de resposta à acusação.
O pedido também cita equipe particular de “arapongagem”, que significa um tipo de espionagem clandestina, conforme foi descrito.
Além disso, também foi citado sobre as acusações de Jedeão de Oliveira, que foi assessor de confiança do juiz Odilon.
Na visão do juiz Odilon, isso não o surpreende.
” O juiz se aposenta e inventam essas suspeições. Na época, eu fiz um pedido para apurar todas aquelas acusações. A Polícia Federal abriu três inquéritos e concluiu que eram calúnias. Não é a primeira vez. Isso não me surpreende. A única coisa que me surpreende é um advogado fazer o uso disso pela metade e não contar a verdade”, ressalta.
OPERAÇÃO NEVADA
A operação Nevada, que aconteceu em 2016, apreendeu 805 quilos de cocaína, imóveis, carros de luxo e mais de 2 milhões de dólares.
Com isso, Odir foi apontado como um dos líderes da quadrilha especializada em tráfico de cocaína.
Fonte: Correio do Estado

