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domingo, 18 de outubro, 2026

Traficantes de aves levam quase R$ 300 mil em multas durante 2017

20/02/2018 12h05

O tráfico de animais silvestres é considerado a terceira atividade criminosa mais rentável, perdendo apenas para o tráfico de drogas e o tráfico de armas.

Douradosnews

O tráfico de animais silvestres é considerado a terceira atividade criminosa mais rentável, perdendo apenas para o tráfico de drogas e o tráfico de armas. Porém, em Mato Grosso do Sul, o problema se resume quase que especificamente ao papagaio.

No ano de 2017, foram apreendidos ao todo, 521 animais em todo o Estado, sendo tudo ave. Desses, 66,22% foram papagaios, com 345 animais apreendidos. Em 2016, foram apreendidos 469 animais, também tudo ave. Porém o número de papagaios foi apenas de 16, ou seja, 96,23% inferior ao ano passado. No ano de 2015, foram apreendidos 157 papagaios.

Esse número é variável, porque o modus operandi principal dos traficantes é de aliciamento dos sitiantes e funcionários de propriedades rurais e assentados, para que retirem os animais e os avisem para que os comprem. Muitas pessoas fazem isto, às vezes, sem saber que estão cometendo crime ambiental.

Sabendo da forma de agir dos traficantes, para prevenir, a PMA realiza trabalhos preventivos nas propriedades rurais, por meio de informação da legislação e Educação Ambiental. Barreiras também são executadas nas saídas para o estado de São Paulo, que é para onde os papagaios retirados têm saído.

Devido a forma de agir dos traficantes, às vezes a PMA não consegue evitar a retirada dos animais e apreende nas operações, quantidades maiores. Por exemplo: Dos 16 papagaios apreendidos em 2016, 13 foram apreendidos em uma fazenda, com um funcionário aliciado por traficantes detido em flagrante em retirada dos animais, quando a encomenda feita pelo traficante era de 350 papagaios. Ou seja, caso a PMA não executasse esse trabalho preventivo nas propriedades rurais, pelo menos 350 animais seriam retirados naquele ano e, possivelmente, apreendidos nas estradas, ou que chegariam ao consumidor final.

A região principal do problema e que é monitorada é basicamente a que constitui os municípios de Jateí, Batayporã, Bataguassu, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Anaurilândia, Santa Rita do Pardo, Nova Andradina e Brasilândia, além de Naviraí e Mundo Novo. Nessa região, ninhos também são monitorados pelos Policiais, para evitar a retirada dos filhotes, visto que essa é a preocupação maior. A base do trabalho é evitar a retirada dos animais, evitando custos à fauna e ao Estado, tendo em vista os altos custos financeiros, até a reintrodução dos filhotes na natureza.

As Subunidades da PMA que cobrem estas áreas e monitoram também o movimento dos traficantes. Em princípio, para evitar que as aves sejam retiradas e, para reprimir prendendo os elementos, quando não é possível evitar a retirada dos bichos.

O destino registrado até o momento dos papagaios é o estado de São Paulo. Sabe-se que as aves de lá saem para outros locais, porém, essa informação ainda não é confirmada, pois a PMA não trabalha com investigação. Pela região de saída, verifica-se que os municípios onde o tráfico ocorre são os que ficam próximos a saída para esse Estado. Algumas vezes, a Polícia Militar Rodoviária de São Paulo também efetua apreensões de papagaios retirados de MS.

foto: Douradosnews

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