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Transplante de medula é esperança para menino de 10 anos com síndrome

01/10/2015 06h30

Transplante de medula é esperança para menino de 10 anos com síndrome

Kaique Zanatta foi diagnosticado com síndrome de hiper Ige, doença genética rara

Correio do Estado

Depois de Kaique Rodrigues Zanatta, de 10 anos, ter sido diagnosticado com síndrome de hiper IgE, doença rara em decorrência de alteração genética que faz com que a imunidade do garoto fique mais baixa, os pais dele, Sidnéia Rodrigues Zanatta e Fernando Zanatta fizeram das campanhas pró doação de medula uma fonte de esperança. Isso porque essa é a única alternativa para reverter o quadro da doença considerada incurável.

Na semana passada, militares do Comando Militar do Oeste (CMO), onde o pai de Kaíque trabalha, se uniram em ação que terminou com 200 novos cadastros de possíveis doadores. Pouco antes, integrantes da 2ª Igreja Batista também organizaram ação, com 111 novos cadastros.

Outra forma usada pela família para conseguir mais voluntários é estampar orientações sobre a doação de medula em folders e camisetas. “O dinheiro da venda das camisetas é para aquisição de mais camisetas para potencializar a divulgação”, explica o militar, afirmando que conscientizar sobre como ser um doador se tornou uma espécie de trabalho.

“É para as pessoas conhecerem e salvar não só a vida do Kaique, mas de milhões de pessoas”.

CANSAÇO

As internações de Kaique tiveram início quando ele tinha pouco mais de um ano. Em geral, com sintomas de pneumonia e outras lesões de pele. Hoje, ele vai ao hospital a cada 21 dias para fazer reposição de hemoglobina.

“Ele está começando a ficar cansado. Faz acompanhamento psicológico, mas começou a sofrer porque quer nadar na piscina com os amigos, praticar futebol no campo, brincar em parquinhos com outras crianças e não pode”, declara Fernando ao se referir ao estado emocional de Kaique.

Mas quando Kaique percebe o empenho das pessoas em fazer o cadastro no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) do Inca, esse sentimento de cansaço parece desaparecer, conforme conta o pai dele. “Ele está participando ativamente das campanhas, tem horas que pega a ficha para o pessoal doar. Isso motiva ele a enfrentar essa luta a se fortalecer”.

CADASTRAMENTO DE VOLUNTÁRIOS

Para se cadastrar como doador de medula óssea é preciso ter entre 18 a 55 anos e estar com boa saúde. Na ocasião, são retirados 5ml de sangue do voluntário. Essa amostra vai para um laboratório e o doador é cadastrado no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Os dados genéticos do doador são cruzados com os dos pacientes que precisam da medula. Se der compatibilidade genética, a doação pode ser realizada. A chance de encontrar doador compatível no Brasil é de uma a cada 100 mil e no exterior é de 1 a cada 1 milhão.

O Hemosul fica na Av. Fernando Côrrea da Costa, n° 1304

Kaique participa de todas as campanhas de cadastramento de doares(Foto: (Foto: Arquivo Pessoal))