12.8 C
Ponta Porã
sábado, 17 de outubro, 2026

Unidade Móvel do programa “Mulher Viver sem Violência” atende zona rural

31/03/2014 11h55

Unidade Móvel do programa “Mulher Viver sem Violência” atende zona rural de Ponta Porã

Ponta Porã vai receber Casa da Mulher Brasileira ainda este ano

Divulgação (TP)

O prefeito Ludimar Novais (PPS), informou nesta sexta-feira, dia 28, que a unidade móvel do programa “Mulher Viver sem Violência” já está em Ponta Porã e, a partir de segunda-feira, dia 31, atenderá as moradoras dos assentamentos rurais e do distrito de Cabeceira do Apa. O objetivo é garantir o acesso das mulheres a diversos serviços públicos.
Conforme a gestora da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas da Mulher (CMPPM), Jeane Aparecida de Lima, o programa desenvolvido em parceria com o Governo Federal, vai atender as mulheres, por meio de serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, orientação para os cursos do Pronatec e palestras sobre a Lei Maria da Penha.

O atendimento começa às 8h de segunda-feira, dia 31, na Escola Municipal Graça de Deus, no Assentamento Corona; no dia 1º de abril, a unidade móvel atenderá na Escola Municipal Juvenal Fróes, no Assentamento Dorcelina Folador; no dia 2, o atendimento será na Escola Estadual Nova Itamarati, no Assentamento Itamarati; no dia 3, as mulheres serão atendidas na Escola Estadual José Edson, na Vila do Secador, também no Itamarati; e no dia 4 de abril, o atendimento será na Escola Osvaldo de Matos, no distrito de Cabeceira do Apa, atendendo também as mulheres do Assentamento Boa Vista e adjacentes.

Segundo a Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas da Mulher, a Prefeitura de Ponta Porã vai disponibilizar os ônibus escolares para transportar as mulheres até os locais de atendimento, que funcionarão das 8h às 17h.

EXCLUSIVO

O ônibus, que atenderá exclusivamente os assentamentos e o distrito de Cabeceira do Apa, conta com completa estrutura de atendimento de Assistência Social, Defensoria Pública, Psicologia, Saúde, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Educação e da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

O veículo, completamente equipado foi fornecido pelo Governo Federal, o combustível e a manutenção serão custeados pelo Estado e os recursos humanos ficam por conta do Governo Municipal de Ponta Porã. A unidade móvel já está na fronteira para fazer os atendimentos de 31 de março até o dia 4 de abril.

ATENDIMENTO

Em 2012, o sistema de atendimento às mulheres em situação de violência registrou 180 casos. Já em 2013, depois da implantação de uma nova política pelo prefeito Ludimar Novais, através da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas da Mulher (CMPPM), o número de atendimentos chegou a 1.840, um crescimento acima de 1.000%. Isso, graças aos novos sistemas de divulgação implantados e à ampliação sistemática da conscientização das mulheres sobre a importância das denúncias.

CASA DA MULHER

Outra boa notícia é a de que o prefeito Ludimar Novais assinou recentemente dois importantes convênios com os governos federal e estadual, para a construção e funcionamento da Casa da Mulher Brasileira, em Ponta Porã.
Ponta Porã é um dos sete municípios em todo o Brasil contemplado para ter a obra concluída ainda este ano. O prédio será construído em frente ao Hospital Regional “José de Simone Neto”, ao lado do Centro de Convenções “Miguel Gomez”. Só o Governo Federal fará um investimento de R$ 500 mil na estrutura, fora as contrapartidas do Estado e do município.

A Casa da Mulher Brasileira, além de salas e infraestrutura para funcionamento de unidades da DEAM, do Ministério Público, da Defensoria Pública e CRAS, vai oferecer atendimentos a mulheres em situação de violência, com serviços de Psicologia, Assistência Social e Advocacia.

Ali, receberão atenção não somente as mulheres vítimas de violência doméstica, como as mulheres migrantes. O núcleo ainda vai contar com um veículo para efetuar a “Patrulha Maria da Penha”, evitando que os agressores voltem a se aproximar das vítimas por determinação judicial.

 Unidade móvel de atendimento à mulher já está na fronteira