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domingo, 18 de outubro, 2026

Usuário de droga é morto a facadas por cunhado ao pedir dinheiro à irmã

08/07/2014 19h20

O crime aconteceu depois que ele apareceu na casa da irmã para pedir dinheiro para usar entorpecentes

Campograndenews

O homem morto a facadas durante o segundo tempo do jogo do Brasil, nesta tarde no Jardim Itália, tinha 37 anos, não trabalhava, e segundo a família era usuário de drogas desde os 10 anos e sempre recusou tratamento. Cristiano Domingues já tinha passagem pela polícia por furtos, cometidos para sustentar o vício.

O crime aconteceu depois que ele apareceu na casa da irmã para pedir dinheiro para usar entorpecentes. “Por várias vezes ele aparecia no meu salão, pedindo R$ 5 ou R$ 10 para ele poder comprar drogas. Em algumas vezes eu dava o dinheiro para não passar vergonha na frente das clientes”, revela Graziela Domingues, 28 anos, cabeleireira.

Está tarde Cristiano saiu da casa da mãe, com quem morava, a cerca de 500 metros do salão de Graziela, pouco antes do início do segundo tempo da partida do Brasil contra a Alemanha. Ele queria dinheiro para comprar drogas. Hoje quem o recebeu foi o cunhado, que não teve o nome divulgado pela Polícia. Como a vítima insistiu no pedido e se recusou a sair sem o dinheiro, a discussão entre os dois acabou em luta corporal.

Bastante irritado, o autor do crime entrou em casa, pegou uma faca de churrasco, adquirida pela família essa semana, e desferiu duas facadas do lado esquerdo do tórax de Cristiano, e uma na altura dos rins. A vítima morreu antes de ser atendida pelos bombeiros, em frente à casa da cabeleireira. O autor das facadas está foragido.

“Já esperava que isso pudesse ocorrer. Meu irmão devia em bocas de fumo, e muita gente tinha prometido ele de morte. Só não esperava que fosse pelo meu marido. Fica só a tragédia”. O salão de Graziela possui um sistema de monitoramento por câmeras de vídeo, e as imagens devem ser solicitadas pela polícia para esclarecer o crime.

Cristiano tinha 37 anos era usuário de drogas desde os 10 anos. Segundo a família ele sempre recusou tratamento. (Foto: Marcelo Calazans)

Abalada, Graziela afirma que já esperava que uma tragédia pudesse acontecer com o irmão. (Foto: Marcelo Calazans)