17/10/2015 08h10
Setor é o que sofre mais os impactos do desaquecimento e perda do poder de compra
Correio do Estado
A redução do poder de compra comprometeu, de modo acentuado, o desempenho nas vendas do segmento de móveis e eletrodomésticos, que lidera os números negativos do varejo.
Em Campo Grande, a retração chega a 30% no comparativo entre os acumulados de janeiro a setembro deste ano e de 2014, de acordo com gerentes e empresários de lojas do setor.
Nacionalmente, as atividades de eletrodomésticos (-18,8%) e de móveis (-18,1%) foram as que apresentaram as menores variações em agosto sobre o mesmo mês de 2014, segundo dados divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Antes, quando os eletrodomésticos começavam a dar problema, as pessoas já compravam outro. Mas hoje, preferem, de modo geral, mandar para o conserto”, observa o gerente Reginaldo Almeida Gonzales. Ele afirmou que as vendas na loja que gerencia recuou 15% neste ano (até setembro) em relação a 2014 (janeiro a setembro).
O gerente acrescentou que, com a continuidade desse cenário, a empresa, certamente, não contratará trabalhadores temporários neste fim de ano.


