06/02/2017 09h10
Um dos envolvidos conseguiu fugir, mas deixou a CNH falsificada dentro de um dos veículos que estavam no local.
Edicaoms
O vendedor de Coxim, Mauro Neiva Tomazini, de 31 anos, está sendo acusado de tráfico de drogas em Campo Grande. Tudo isso porque sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação), perdida em 2014, estava sendo usada por um integrante de grupo preso em Campo Grande pela prática de tráfico de entorpecentes.
Da noite para o dia o vendedor viu sua vida se transformar num inferno. Ele conta que ficou sabendo da acusação depois que recebeu uma ligação, no último dia 1º, de um advogado da Capital relatando o ocorrido. O advogado havia sido informado por uma cliente que seu namorado, um dos autores do crime, usava documento falso no momento em que a casa do bando caiu e que este documento era a CNH de Tomazini.
Apesar de ter registrado o extravio do documento em dezembro de 2014, um dia depois de perder a CNH no aeroporto de Campo Grande, o vendedor teve seu nome envolvido no tráfico de drogas e chegou a ser indiciado em inquérito da DENAR (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).
Como o próximo passo do advogado foi uma proposta, no valor de R$ 3 mil, para defender Tomazini, ele acabou desconfiando, mas, para provar o que havia relatado o advogado mandou cópia do inquérito e da denúncia do MPE (Ministério Público Estadual).
Desesperado, o primeiro passo do vendedor foi procurar um advogado e a delegacia de Coxim para tentar esclarecer a confusão. Com o boletim de extravio em mãos, ele fez um termo de declarações que será encaminhado a DENAR. Tomazini também entrou com pedido de habeas corpus temendo por sua prisão, já que não possui antecedentes.
Segundo o vendedor, ele não tem dormido desde que ficou sabendo da situação, também não consegue desempenhar suas funções e até a alimentação está sendo prejudicada. Como se não bastasse, essa falha do sistema tem feito Tomazini gastar para se defender de um crime que não cometeu. Quem vai arcar com o prejuízo?
Tráfico
O quarteto foi preso em 26 de dezembro de 2016 numa ação da Polícia Militar que fechou um depósito do tráfico com quase 100 quilos de droga, no bairro São Francisco, em Campo Grande. Entretanto, um dos envolvidos conseguiu fugir, mas deixou a CNH falsificada dentro de um dos veículos que estavam no local.
O homem que fugiu usava o documento falso, com sua foto e parte dos dados da CNH do vendedor de Coxim. De posse desse documento falso, que foi apreendido, a Polícia Civil indiciou Tomazini, que inclusive já está com pedido de prisão. Nesta sexta-feira (03) o vendedor vai até a DENAR, na Capital, se apresentar para o delegado e tentar desfazer a confusão.



