06/03/2015 07h10
GCM admitiu que atendeu à ocorrência, mas diz que seguranças gravaram o vídeo
Midiamax
Dois adolescentes foram obrigados a supostamente comer a própria maconha por homens que teriam se apresentado como membros da Guarda Municipal de Campo Grande. Um deles filmou a cena e o vídeo vazou nesta semana em grupos de WhatsApp. Segundo a GCM, no entanto, os autores não pertencem à corporação. Mesmo assim, foi confirmado que há um boletim de ocorrência na data do vídeo, feito por guardas municipais que encaminharam os dois menores para a delegacia com drogas.
Ao estilo da ‘moda’ que virou membros de forças policiais gravarem cenas de abuso para se gabar entre colegas, o vídeo mostra os dois rapazes de 17 anos sentados na grama e sendo obrigados a comer uma substância de aparência análoga à maconha. Em pelo menos três homens, o grupo subjuga os meninos e se diverte.
Valentões denunciados
Segundo a Guarda Municipal de Campo Grande, após o caso ser levado ao conhecimento da corporação pelo Jornal Midiamax, já foi feito registro da ocorrência na Polícia Civil, para apuração. A GCM confirma que o flagrante aconteceu em 9 de agosto de 2014, por volta das 20h55, na obra pública inacabada do Centro de Belas Artes, que é localizada na esquina da Rua Plutão com a Avenida Presidente Ernesto Geisel, na Vila Planalto, região central de Campo Grande.
Segundo o boletim de ocorrência da época, a Guarda recebeu uma denúncia de jovens usando drogas na construção inacabada. Apesar de dizerem que o abuso teria sido cometido por funcionários de uma empresa de segurança privada, e que os guardas chegaram depois, não foi isso que ficou registrado na Depac Centro.
Segundo o B.O., os servidores disseram que ao chegar ao local ‘viram oito jovens correndo, dois deles foram capturados’. Um dos apreendidos confirmou que comprou a maconha no Bairro Dom Antônio Barbosa, região sudoeste, e pretendia vendê-la. Eles foram encaminhados para a Depac do Centro.
Nota Oficial
Em nota oficial, a GCM reforçou que os guardas não tiveram nada a ver com o vídeo de exibição feito à custa dos jovens e que não tem o tal ‘serviço reservado’. Confira:
“A Guarda Civil Municipal de Campo Grande, vem se manifestar quanto às imagens do vídeo citado. Queremos nos atentar ao fato de que os supostos “guardas” no vídeo, não pertencem a essa instituição, e sim a uma empresa de vigilância particular (WM), que após agir de forma incoerente e incorreta com os jovens infratores que tinham posse de substâncias análogas a maconha,
acionaram a Guarda Civil Municipal que encaminhou os infratores à delegacia com a droga apreendida, a Guarda Civil Municipal não participou dessa ação e não é instruída para agir dessa forma. Foi feito registro da ocorrência na Polícia Civil para providências legais.
Quanto ao serviço reservado da GCM, informo que este serviço não existe nesta instituição.



